Inverno do Mundo

Ken Follett · Capítulo 148 de 153

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Inverno do Mundo

Capítulo III

– Am igos de escola! É isso! Pegam os o canalha!

– Mas isso não prova nada – disse Greg.

– Ah, não se preocupe, ele vai confessar.

– Com o pode ter tanta certeza?

– Esses cientistas acham que o conhecim ento deve ser com partilhado com todos, e não m antido em segredo. Ele vai tentar se j ustificar argum entando que agiu assim pelo bem da hum anidade.

– E talvez ele tenha razão.

– Sej a com o for, vai m orrer na cadeira elétrica – disse Bicks.

Greg sentiu um frio na espinha. Willi Frunze lhe parecera um bom suj eito.

– Vai m esm o?

– Pode apostar. Ele vai fritar.

Bicks tinha razão. Willi Frunze foi considerado culpado de alta traição e condenado à m orte. Foi executado na cadeira elétrica.

Sua esposa tam bém .

 

III

Daisy observou o m arido aj eitar a gravata-borboleta branca e vestir o paletó de sua casaca perfeita, feita sob m edida.

– Você está um espetáculo – com entou, e era verdade. Lloy d deveria ter sido astro de cinem a.

Lem brou-se dele 13 anos antes, usando um a roupa em prestada no baile do Trinity College, e sentiu um agradável calafrio de nostalgia. Lem brou que ele j á era bem bonito na época, apesar da casaca dois tam anhos acim a do seu.

Eles estavam hospedados na suíte perm anente do pai dela no Hotel Ritz-Carlton de Washington. Lloy d agora tinha um cargo de adj unto no Ministério das Relações Exteriores britânico, e estava em visita diplom ática aos Estados Unidos. Seus pais, Ethel e Bernie, tinham ficado encantados em passar um a sem ana cuidando dos netos.

Nessa noite, Daisy e Lloy d iriam a um baile na Casa Branca.

Ela estava usando um vestido deslum brante de Christian Dior: feito de cetim cor-de-rosa, tinha um a saia rodada com posta por infindáveis cam adas de tule arm ado. Depois dos anos de austeridade da guerra, estava encantada em poder com prar vestidos em Paris outra vez.

Pensou no baile do Iate Clube de Buffalo em 1935, o evento que, na época, acreditava ter arruinado sua vida. A Casa Branca naturalm ente tinha m uito m ais prestígio, m as ela sabia que nada do que acontecesse nessa noite poderia arruinar sua vida. Ficou pensando nisso enquanto Lloy d a aj udava a pôr o colar de diam antes-rosa e os brincos no m esm o feitio que haviam pertencido à sua m ãe. Aos 19 anos, Daisy quisera desesperadam ente ser aceita pelos m em bros da alta sociedade. Agora, m al podia se im aginar preocupada com um a coisa dessas. Desde que Lloy d dissesse que ela estava linda, pouco lhe im portava o que os outros pensavam . A única outra pessoa cuj a aprovação talvez pudesse querer era a sogra, Eth Leckwith, que tinha pouco status social e com certeza j am ais usara um vestido de Paris.