Inverno do Mundo

Ken Follett · Capítulo 7 de 153

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Inverno do Mundo

Capítulo IV

Correu o dedo pela lista de sócios da boate e encontrou o nom e de Robert von Ulrich.

Deu um suspiro de satisfação.

Mais adiante, viu o nom e de Jörg Schleicher.

– Ora, ora – falou. – Vam os ver com o fica o sarcasm o de vocês agora.

 

IV

Quando Lloy d viu Walter e Maud outra vez, eles estavam com raiva – e m ais assustados.

Foi no sábado seguinte, dia 4 de m arço, um dia antes da eleição. Lloy d e Ethel pretendiam participar de um com ício do Partido Social-Dem ocrata organizado por Walter, m as antes passaram para alm oçar na casa dos Von Ulrich, em Mitte.

Era um im óvel do século XIX, de côm odos espaçosos e j anelas am plas, m as a m aioria dos m óveis estava gasta. O alm oço foi sim ples, costeletas de porco com batatas e repolho, porém o vinho servido era de boa qualidade. Walter e Maud falavam com o se fossem pobres, m as, em bora não houvesse dúvida de que estavam levando um a vida m ais m odesta que a de seus pais, não chegavam a passar fom e.

No entanto, estavam com m edo.

Hitler convencera o j á idoso presidente alem ão, Paul von Hindenburg, a aprovar o Decreto do Incêndio do Reichstag, que dava aos nazistas plenos poderes para fazer o que j á vinham fazendo: espancar e torturar seus oponentes políticos.

– Desde segunda à noite, 20 m il pessoas j á foram presas! – exclam ou Walter com a voz trêm ula. – Não apenas com unistas, m as indivíduos que os nazistas cham am de “sim patizantes do com unism o”.

– Ou sej a, qualquer um de quem eles não gostem – disse Maud.

– Com o poderá haver um a eleição dem ocrática agora? – indagou Ethel.

– Tem os que nos esforçar ao m áxim o – disse Walter. – Se não fizerm os cam panha agora, estarem os aj udando os nazistas.

– Quando é que vocês vão parar de aceitar essa situação e revidar? – perguntou Lloy d, im paciente. – Por acaso ainda acham que seria errado reagir à violência com violência?

– Com certeza – respondeu Maud. – A resistência pacífica é nossa única esperança.

– O Partido Social-Dem ocrata tem um braço param ilitar, o Reichsbanner, m as ele é fraco – disse Walter. – Um pequeno grupo chegou a propor um a reação violenta aos nazistas, m as foi derrotado em votação.

– Lem bre-se, Lloy d: os nazistas têm a polícia e o Exército do seu lado – disse Maud.

Walter olhou para o relógio de bolso.

– Tem os que ir.

– Walter, por que vocês não cancelam o com ício? – perguntou Maud de repente.

Ele encarou a m ulher, espantado.

– Vendem os 700 ingressos.

– Ah, para o inferno com os ingressos – retrucou Maud. – Estou preocupada com você.

– Não precisa se preocupar. Os lugares foram cuidadosam ente m arcados. Não haverá arruaceiros no salão.

Lloy d não tinha certeza de que Walter estivesse tão seguro quanto fingia estar.

– De toda form a, não posso decepcionar as pessoas que ainda estão dispostas a participar de um encontro dem ocrático. Elas são a única esperança que nos resta.

– Tem razão – disse Maud. Então dirigiu-se a Ethel: – Talvez fosse m elhor você e Lloy d ficarem em casa. Não im porta o que Walter diga, pode ser perigoso. E este nem é o país de vocês, afinal de contas.

– O socialism o é internacional – disse Ethel, firm e. – Assim com o o seu m arido, agradeço a preocupação, m as estou aqui para observar a política alem ã em prim eira m ão e não vou perder esse com ício.

– Bom , as crianças não podem ir – declarou Maud.

– Eu não quero ir, m esm o – disse Erik, seu filho.

Carla pareceu decepcionada, m as não disse nada.

Walter, Maud, Ethel e Lloy d entraram no pequeno carro de Walter. Lloy d estava nervoso, m as tam bém anim ado. Aquela visão da política era m uito m ais privilegiada do que a que seus am igos na Inglaterra tinham . E, m esm o que houvesse briga, ele não sentia m edo.

Eles seguiram na direção leste, cruzaram a Alexanderplatz e chegaram a um bairro de casas pobres e pequenas loj as, algum as com letreiros em hebraico. O Partido Social-Dem ocrata era de classe trabalhadora, m as, assim com o o Partido Trabalhista britânico, tinha alguns filiados ricos. Walter von Ulrich fazia parte de um a m inoria de classe alta.

O carro parou em frente a um a m arquise com um letreiro que anunciava: “Teatro do Povo”. Um a fila j á se form ara do lado de fora. Walter cruzou a calçada até a porta, acenando para a m ultidão reunida, que o aplaudiu e deu vivas. Lloy d e os outros seguiram para dentro do teatro.

Walter apertou a m ão de um rapaz m uito sério, que devia ter cerca de 18 anos.

– Este é Wilhelm Frunze, secretário do com itê do nosso partido aqui no bairro.

Frunze era um daqueles rapazes que pareciam j á ter nascido na m eia-idade. Vestia um blazer de bolsos abotoados que devia ter sido m oda uns dez anos antes.

Ele m ostrou a Walter com o as portas do teatro podiam ser bloqueadas por dentro.

– Quando o público estiver acom odado, trancarem os tudo para que nenhum arruaceiro possa entrar – explicou.

– Ótim o – disse Walter. – Muito bem .

Frunze os conduziu até o auditório. Walter subiu ao palco e cum prim entou alguns outros candidatos que j á estavam lá. O público com eçou a entrar e ocupar seus lugares. Frunze m ostrou a Maud, Ethel e Lloy d seus assentos reservados na prim eira fila.

Dois rapazes bem j ovens se aproxim aram . O m ais novo parecia ter 14 anos, porém era m ais alto do que Lloy d. Ele cum prim entou Maud de um j eito m uito educado e fez um a leve m esura. Virando-se para Ethel, Maud falou:

– Este é Werner Franck, filho da m inha am iga Monika. – Então dirigiu-se a Werner: – Seu pai sabe que você está aqui?

– Sabe... ele disse que eu deveria descobrir sozinho o que é a social-dem ocracia.

– Para um nazista, ele até que tem a m ente bem aberta.

Lloy d achou que esse com entário era um tanto duro para se fazer a um m enino de 14 anos, m as Werner não deixou barato:

– Meu pai não acredita m uito no nazism o, m as acha que Hitler é bom para os negócios da Alem anha.

Indignado, Wilhelm Frunze interveio:

– Com o prender m ilhares de pessoas pode ser bom para os negócios? Além de ser inj ustiça, elas não podem trabalhar!

– Concordo com você – disse Werner. – Apesar disso, a população aprova a repressão de Hitler.

– A população acha que está sendo salva de um a revolução bolchevique – argum entou Frunze. – A im prensa nazista a convenceu de que os com unistas estavam prestes a lançar um a cam panha de assassinatos, incêndios crim inosos e envenenam entos em todas as cidades e vilarej os da Alem anha.

O rapaz que acom panhava Werner, m ais baixo porém m ais velho do que ele, se introm eteu:

– Mas são os cam isas-pardas, e não os com unistas, que arrastam pessoas para porões e quebram seus ossos com cassetetes. – Ele falava alem ão fluentem ente, com um leve sotaque que Lloy d não conseguiu identificar.

– Perdoem -m e – disse Werner –, esqueci de apresentar Vladim ir Peshkov. Ele estuda na m esm a escola que eu, a Academ ia para Meninos de Berlim , e todos o conhecem com o Volody a.

Lloy d se levantou para apertar a m ão do rapaz. Volody a tinha m ais ou m enos a sua idade e era um j ovem bonito, de olhos azuis e expressão franca.

– Conheço Volody a Peshkov – disse Frunze. – Tam bém estudo na Academ ia.

– Wilhelm Frunze é o gênio da escola – disse Volody a. – Sem pre tira nota m áxim a em física, quím ica e m atem ática.

– É verdade – concordou Werner.

Maud exam inou Volody a com atenção e perguntou:

– Peshkov? Seu pai por acaso se cham a Grigori?

– Sim , Frau Von Ulrich. Ele é adido m ilitar na em baixada soviética.

Então Volody a era russo. Ele falava alem ão sem dificuldade, pensou Lloy d com um pouco de invej a. Devia ser porque m orava em Berlim .

– Conheço bem os seus pais – disse Maud ao rapaz.

Lloy d j á entendera que ela conhecia todos os diplom atas de Berlim . Era parte do seu trabalho.

Frunze olhou para o relógio e disse:

– Está na hora.

Ele subiu ao palco e pediu silêncio. Todos no teatro se calaram .

Frunze anunciou que os candidatos fariam discursos e em seguida responderiam às perguntas do público. Os ingressos tinham sido vendidos apenas para os m em bros do partido, acrescentou ele, e as portas j á haviam sido fechadas, assim , todos podiam falar livrem ente com a certeza de estar entre am igos.

Era com o fazer parte de um a sociedade secreta, pensou Lloy d. Aquilo não era o que ele cham ava de dem ocracia.

Walter foi o prim eiro a tom ar a palavra. Lloy d observou que ele não era nenhum dem agogo. Não lançava m ão de floreios de retórica. No entanto elogiou as pessoas da plateia, afirm ando que eram hom ens e m ulheres inteligentes e bem -inform ados, que com preendiam a com plexidade das questões políticas.

Fazia apenas alguns m inutos que ele estava discursando quando um cam isa-parda subiu ao palco.

Lloy d falou um palavrão. Com o aquele hom em tinha conseguido entrar? Ele viera das coxias. Alguém devia ter aberto a porta que dava para o palco.

O hom em era um brutam ontes, com os cabelos cortados à escovinha. Avançou até a frente do palco e gritou:

– Esta é um a reunião subversiva! A Alem anha não quer com unistas nem agitadores! O com ício está encerrado!

A confiança e a arrogância do cam isa-parda deixaram Lloy d indignado. Ele desej ou poder enfrentar aquele im becil dentro de um ringue de boxe.

Wilhelm Frunze se levantou de um salto, foi se postar na frente do intruso e, furioso, gritou:

– Saia daqui, seu vândalo!

O hom em em purrou o peito de Frunze com força. Ele cam baleou para trás, desequilibrou-se e caiu de costas.

O público j á estava de pé. Alguns bradavam protestos irados, outros gritavam de m edo.

Mais cam isas-pardas surgiram das coxias.

Para sua consternação, Lloy d entendeu que os desgraçados haviam planej ado aquilo m uito bem .

O brutam ontes que havia em purrado Frunze gritou:

– Fora daqui!

Ao ouvir isso, os outros cam isas-pardas puseram -se a entoar: “Fora daqui! Fora daqui! Fora daqui!” Agora havia cerca de vinte deles, e não paravam de aparecer m ais. Alguns carregavam cassetetes da polícia ou porretes im provisados. Lloy d viu um taco de hóquei, um m artelo de m adeira e até um a perna de cadeira. Os cam isas-pardas andavam de um lado para outro no palco, lançando sorrisos m aus e brandindo as arm as enquanto prosseguiam sua cantoria. Lloy d não tinha dúvidas de que estavam se coçando para bater em alguém .

Sem pensar, ele, Werner e Volody a haviam se posto de pé e form ado um a linha de proteção à frente de Ethel e Maud.

Metade do público tentava ir em bora, enquanto a outra m etade gritava e sacudia os punhos fechados para os intrusos. Aqueles que tentavam sair em purravam outros e pequenas brigas haviam estourado aqui e ali. Muitas m ulheres choravam .

No palco, Walter segurou o atril e gritou:

– Por favor, tentem m anter a calm a, todos vocês! Não há m otivo para desordem ! – A m aioria das pessoas não conseguiu ouvir e o restante o ignorou.

Os cam isas-pardas com eçaram a descer do palco e se m isturar ao público. Lloy d segurou o braço da m ãe e Werner fez o m esm o com Maud. Juntos, avançaram em direção à saída. Porém todas as portas j á estavam obstruídas por grupos de pessoas em pânico tentando sair. Isso não fazia a m enor diferença para os cam isas-pardas, que continuavam gritando para que o público se retirasse.

Os agressores eram , em sua m aioria, hom ens no auge da força física, enquanto o público do com ício incluía m ulheres e idosos. Lloy d quis reagir, m as não era um a boa ideia.

Um hom em usando um capacete de aço da Grande Guerra deu um em purrão em Lloy d com o om bro, fazendo com que ele se desequilibrasse para a frente e esbarrasse na m ãe. Ele resistiu à tentação de se virar para enfrentar o agressor. Sua prioridade era proteger Mam .

Um rapaz com o rosto cheio de espinhas, de cassetete em punho, pôs um a das m ãos nas costas de Werner e o em purrou com toda a força, gritando:

– Saiam daqui, saiam daqui!

Werner se virou depressa e deu um passo na direção dele.

– Não encoste em m im , seu porco fascista! – berrou.

O cam isa-parda parou onde estava, com ar assustado, com o se não estivesse esperando resistência.

Werner tornou a lhe dar as costas e, com o Lloy d, concentrou-se em levar as duas m ulheres para um lugar seguro. Mas o brutam ontes que fora o prim eiro a aparecer tinha ouvido o desafio e berrou:

– Quem você está cham ado de porco? – Ele partiu para cim a de Werner e tentou acertá-lo na parte de trás da cabeça com o punho fechado. Errou a m ira e o soco pegou de raspão, m as m esm o assim Werner gritou e cam baleou para a frente.

Volody a se interpôs entre os dois e acertou o brutam ontes no rosto duas vezes. Lloy d adm irou os socos rápidos de Volody a, m as tornou a se concentrar na tarefa que tinha pela frente. Segundos depois, os quatro chegaram à porta. Lloy d e Werner conseguiram aj udar as m ulheres a sair para o saguão do teatro. Ali, o em purra-em purra dim inuiu e a violência cessou – não havia cam isas-pardas.

Vendo que as m ulheres estavam seguras, Lloy d e Werner tornaram a olhar para dentro do auditório.

Volody a enfrentava coraj osam ente o brutam ontes, m as estava em apuros. Socava o rosto e o corpo do hom em , m as seus golpes surtiam pouco efeito, e o adversário balançava a cabeça com o alguém que está sendo im portunado por um inseto. O cam isa-parda era pesado e se m ovia devagar, m as acertou Volody a no peito e na cabeça, fazendo com que ele cam baleasse. O grandalhão recuou o punho, preparando-se para desferir um soco bem forte, que Lloy d tem eu que fosse capaz de m atar Volody a.

Nesse m om ento Walter saltou do palco e aterrissou nas costas do brutam ontes. Lloy d quis com em orar. Os dois caíram no chão, form ando um em aranhado de pernas e braços, e Volody a foi salvo, pelo m enos por enquanto.

O rapaz espinhento que havia em purrado Werner agora estava im portunando as pessoas que tentavam sair, acertando suas costas e cabeças com o cassetete.

– Seu covarde de m erda! – gritou Lloy d, dando um passo à frente.

Mas Werner foi m ais rápido. Passou por Lloy d com um em purrão e tentou arrancar o cassetete do rapaz.

O hom em m ais velho com o capacete de aço se m eteu e acertou Werner com o cabo de um a picareta. Lloy d se adiantou e desferiu um soco, que o acertou em cheio perto do olho esquerdo.

Mas aquele hom em era um veterano de guerra e não se deixaria abater tão facilm ente. Girou o corpo e tentou atingir Lloy d com o porrete. Lloy d se esquivou sem dificuldade e lhe deu m ais dois socos, que o acertaram no m esm o lugar que o prim eiro, rasgando a pele ao redor do olho do hom em . Mas o capacete o protegia, e Lloy d não conseguia acertar um gancho de esquerda, seu golpe nocauteador. Esquivou-se de um a investida do cabo da picareta e tornou a acertar o rosto do hom em , que enfim recuou, com sangue escorrendo do corte em volta do olho.

Lloy d olhou em torno. Viu que os social-dem ocratas estavam revidando e sentiu um choque de prazer selvagem . A m aior parte do público j á saíra pelas portas e no auditório restavam principalm ente rapazes, que pulavam por cim a das cadeiras do teatro, avançando na direção dos cam isas-pardas – e havia dezenas deles.

Algum a coisa dura atingiu sua cabeça por trás. A dor foi tanta que ele gritou. Ao virar-se, viu um rapaz da sua idade erguendo um pedaço de m adeira para bater outra vez. Lloy d chegou m ais perto e o acertou na barriga duas vezes, prim eiro com o punho direito, depois com o esquerdo. O rapaz arquej ou e deixou cair o pedaço de m adeira. Lloy d então acertou-lhe um gancho no queixo e ele perdeu os sentidos.

Lloy d esfregou a parte de trás da cabeça. Estava doendo m uito, m as não havia sangue.

Notou que a pele dos nós de seus dedos estava esfolada e sangrando. Abaixou-se e pegou o pedaço de pau que o rapaz havia soltado.

Quando tornou a olhar em volta, ficou em polgado ao ver que os cam isas-pardas estavam recuando: subiam desabalados no palco e desapareciam nas coxias, sem dúvida com a intenção de sair pela m esm a porta que haviam usado para entrar.

O brutam ontes que com eçara o tum ulto estava caído no chão, gem endo e segurando o j oelho com o se houvesse deslocado algum osso. Wilhelm Frunze, em pé ao seu lado, batia nele com um a pá de m adeira, repetindo o m ais alto que podia as palavras que o hom em usara para desencadear a confusão:

– Não! Querem os! Vocês! Na Alem anha! De hoj e! – Incapaz de se defender, o brutam ontes tentava rolar para longe dos golpes, m as Frunze não o deixava escapar, até que outros dois cam isas-pardas seguraram o hom em pelos braços e o arrastaram dali.

Frunze os deixou ir em bora.

Será que nós os derrotam os?, pensava Lloy d, cada vez m ais exultante. Talvez sim !

Vários dos hom ens m ais j ovens perseguiram seus oponentes até o palco, m as, ao chegar ali, pararam e se contentaram em gritar insultos enquanto os cam isas-pardas desapareciam .

Lloy d olhou para os outros. Volody a tinha o rosto inchado e um dos olhos fechado. O paletó de Werner estava rasgado, com um grande quadrado de pano pendurado. Walter estava sentado em um a das cadeiras da prim eira fila, ofegante e esfregando o cotovelo, m as com um sorriso no rosto. Frunze atirou longe a pá de m adeira, fazendo-a voar por cim a das fileiras de cadeiras vazias até os fundos da sala.

Werner, que tinha apenas 14 anos, estava exultante.

– Nós dem os um a lição neles, não foi?

– Dem os, sim , com certeza – respondeu Lloy d com um sorriso.

Volody a passou o braço em volta dos om bros de Frunze.

– Nada m al para um bando de estudantes, hein?

– Mas eles interrom peram o nosso com ício – disse Walter.

Os j ovens o encararam ressentidos por ele estragar sua festa.

– Meninos, sej am realistas – falou Walter, parecendo zangado. – Nosso público fugiu aterrorizado. Quanto tem po vai dem orar para que essas pessoas tenham novam ente a coragem de ir a um a reunião política? Os nazistas conseguiram o que queriam . O sim ples fato de escutar um partido que não sej a o deles é perigoso. Quem m ais perdeu com isso tudo foi a Alem anha.