O dia da caça
capítulo 100
FURIOSO, FLAHERTY JOGOU A GUIMBA do seu cigarro, ainda acesa, pela j anela e lim pou o suor do rosto.
– Por acaso você sabe por que ainda não está m orto? Porque todo m undo acha que você é da CIA e deixam os que continuem achando. Estam os bancando suas babás. Eu estou bancando a sua babá. Não precisa agradecer.
Abri e fechei as m ãos várias vezes, tentando conter m inha raiva. Não era som ente a arrogância de Flaherty que estava m e tirando do sério nem seu tom condescendente. Era toda a situação. Tiger era pior do que todos os assassinos em série que eu j á havia prendido, então por que o deixavam em liberdade ali?
Olhei para Flaherty.
– O que exatam ente você faz aqui... para a agência?
– Faço a m anutenção das copiadoras na em baixada – disse ele, com a cara m ais séria do m undo.
Então acendeu outro cigarro e soprou a fum aça.
– Na verdade, estou aqui oficialm ente com o agente da CIA. Algum problem a?
– Certo. Então m e diga o seguinte: por que você m esm o não assum e o caso do Tiger? Por que m e passar a inform ação em vez de usá-la? Abidem i Sowande é um assassino. Você sabe disso.
Algum a coisa naquela discussão, o sim ples fato de estarm os abrindo o j ogo, im agino, estava dissipando a tensão no carro. Além do m ais, eu estava inspirado.
– A propósito, posso saber por que estou usando esta gravata idiota?
Pela prim eira fez, Flaherty sorriu.
– Ah! Essa eu posso responder.