O dia da caça
capítulo 126
TUDO ACONTECEU RÁPIDO DEMAIS DENTRO do táxi e m e pegou totalm ente desprevenido, com a guarda baixa, m as vi um a chance e tive que aproveitá-la.
O m otorista não m e pareceu um m atador experiente. Ele hesitou em vez de sim plesm ente apertar o gatilho e atirar em m im .
Então m e lancei para a frente, agarrando a arm a e a m ão dele ao m esm o tem po. Torci sua m ão com tanta força que o hom em soltou um grito alto e agudo e largou a arm a. Eu a peguei e o golpeei com ela.
O m otorista se encolheu de repente, atirando-se em seguida porta afora.
Saltei pela porta de trás, m as ele j á estava descendo um a colina coberta de gram a a toda a velocidade. Então sum iu num bosque ao lado da rodovia.
Dei um tiro com sua arm a, m as não o acertei. Ele tinha m e cham ado de “traidor”. Um a reação parecida com a da aerom oça.
Será que acreditava m esm o naquilo ou estava apenas cum prindo ordens?
Visualizei o rosto do hom em : m agro, com cavanhaque, devia ter uns 25 anos. Um soldado? Um m atador? Havia um traço de algum dialeto nigeriano em seu sotaque. Então quem era o m andante?... Tiger? Ou outra pessoa? Quem ?
Tentei não pensar em teorias da conspiração. Não ali. Não naquele m om ento.
As chaves estavam na ignição e, sem pensar m uito, decidi usar o táxi para voltar para casa. Ligaria para a polícia quando chegasse.
Mas o que diria a eles? Quanto daquela história perturbadora devia revelar?
E até onde contaria para Nana? Ela não ficaria feliz em m e ver desse j eito: dirigindo um táxi que eu confiscara do m otorista, que, por sua vez, havia tentado m e m atar.