O dia da caça

James Patterson · Capítulo 113 de 165

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O dia da caça

capítulo 111

 

UM OFICIAL DE POLÍCIA QUE não reconheci em purrou Adanne para dentro do recinto. Ela arrastou os pés à sua frente, com um pedaço de fita adesiva colado à boca. Havia m arcas de sangue em seu rosto.

Suas tranças tinham sido cortadas e o que sobrara delas despontava da sua cabeça. Um de seus olhos estava fechado de tão inchado, com um hem atom a arroxeado. Ao m e ver, ela assentiu para dizer que estava bem . Não acreditei nem por um m om ento.

– Agora talvez você tenha algo m ais a m e dizer sobre Tiger – falou o com andante. – Algo que eu ainda não saiba. Por que você veio aqui? Não foi para solucionar um caso de assassinato. Por que eu deveria acreditar nisso? Com o você conhece Adanne Tansi?

Com ecei a gritar com ele.

– Qual é o seu problem a, porra? Sou policial, com o você. Estou investigando um caso de assassinato. É sim ples assim .

As algem as m achucavam m eus punhos. A dor no m eu om bro se transform ou em enj oo. Achei que iria vom itar.

O com andante m eneou a cabeça para o policial que havia trazido Adanne. O subalterno desferiu um soco forte na barriga dela. Senti a dor do golpe em m eu próprio corpo.

Adanne gem eu por trás da fita adesiva e caiu de j oelhos. A suj eira em seu rosto estava raiada de lágrim as, m as ela não chorava m ais. Em vez disso, olhava para m im . O sangue que brotava de sua boca m anchava a fita de verm elho. Seus olhos im ploravam . Pelo quê?

– Por que você está fazendo isso? – falei, com os dentes cerrados. Eu conseguia im aginar m inhas m ãos em volta do pescoço dele. – Minha am iga foi assassinada em Washington. É por isso que estou aqui. Isso é tudo. Não faço parte de nenhum a conspiração.

– Tire a fita da boca da repórter – ordenou o com andante.

O guarda a arrancou e Adanne disse:

– Alex, não se preocupe com igo.

O com andante se dirigiu ao policial:

– Bata nela outra vez. – Então, tornou a se virar para m im . – Alex! É melhor se preocupar com ela!

– O.k.! – falei, interrom pendo-o. – O nom e do Tiger é Abidem i Sowande. Ele desapareceu em 1981, aos 9 anos. Reapareceu na Inglaterra, onde cursou um a universidade por dois anos, e desde então não usou m ais esse nom e. Matou um m onte de gente aqui e nos Estados Unidos. Usa m eninos assassinos. Talvez controle outros Tigers. Isso é tudo o que sei. Tudo o que tenho. Você sabe dos diam antes, do petróleo e do com ércio ilegal.

O com andante m anteve a m ão no ar para conter o próxim o soco.

– É só isso? Tem certeza?

– Claro que tenho, merda! Sou apenas um policial de Washington. Adanne não tem nada a ver com isso.

Ele estreitou os olhos, pensou no que eu tinha dito e pareceu satisfeito. Em seguida, baixou a m ão devagar.

– Eu deveria m atar você assim m esm o – declarou. – Mas a decisão não é m inha.

Então, ouvi outra voz no recinto:

– Não, a decisão é minha, detetive Cross.