O dia da caça

James Patterson · Capítulo 6 de 165

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O dia da caça

capítulo 4

 

MAS EU NEM SEQUER COMECEI a entender o assassinato brutal dos cinco m em bros daquela fam ília. Pelo m enos não naquela noite. Estava tão confuso quanto qualquer outra pessoa no que se referia à possível m otivação dos crim inosos.

Cerca de um a hora depois de eu chegar à cena do crim e, aconteceu um a coisa que tornou o m istério ainda m aior: dois agentes da CIA apareceram . Deram um a olhada na cena e foram em bora. O que a CIA estava fazendo ali?

Passava um pouco das três e m eia da m anhã quando Bree e eu finalm ente chegam os de volta à Rua 5. No silêncio da m inha casa, eu conseguia ouvir o ressonar infantil de Ali no andar de cim a. Sem dúvida era um som tranquilizador e reconfortante.

Nana Mam a tinha deixado a luz de cim a do fogão acesa e em brulhado um prato em film e de PVC com quatro biscoitos que haviam restado da sobrem esa. Nós os levam os para o segundo andar, j unto com duas taças e m eia garrafa de vinho.

Duas horas depois, eu ainda estava acordado e perturbado. Bree se sentou na cam a e acendeu a luz. Eu estava sentado na beira do colchão. Pude sentir o calor do seu corpo contra as m inhas costas, seu hálito no m eu pescoço.

– Não está conseguindo dorm ir? – perguntou.

Não era isso que ela realm ente queria saber.

– Eu conhecia a m ãe, Bree. Estudam os j untos na Georgetown. Isso não poderia ter acontecido com ela. Não deveria.

Ela respirou fundo ao ouvir m inha revelação.

– Sinto m uito, Alex. Por que não m e falou?

Dei de om bros e suspirei.

– Não sei nem se consigo falar sobre isso agora – confessei.

Ela m e abraçou.

– Não tem problem a. Não precisa falar. Só se quiser, Alex. Estou aqui.

– Nós éram os m elhores am igos, Bree. Chegam os a nam orar durante um ano. Sei que faz m uito tem po, m as... – Deixei a frase pela m etade. Mas o quê? Mas... tam bém não foi nenhum nam orico infantil. – Fui apaixonado por ela, Bree. Estou arrasado.

– Quer sair do caso?

– Não.

Eu j á havia feito a m im m esm o essa pergunta e respondido com a m esm a rapidez.

– Posso pedir para Sam pson ou alguém do Departam ento de Crim es Hediondos ficar no seu lugar. Vam os m anter você atualizado a cada segundo...

– Não posso desistir, Bree, não desta vez.

– Desta vez? – Sua m ão subiu e desceu pelo m eu braço, num a carícia. – Em com paração... a quê, Alex?

Respirei fundo. Sabia aonde Bree queria chegar com essa pergunta.

– Não tem nada a ver com Maria, se é disso que você está falando.

Maria, m inha esposa, tinha sido baleada quando nossos filhos eram pequenos. Fazia pouco tem po que eu havia solucionado o caso. Até conseguir isso, passei por anos de tortura e culpa. Mas Maria tinha sido m inha esposa, o am or da m inha vida na época. Ellie era diferente. Eu não estava confundindo as duas. Pelo m enos achava que não.

– O.k. – disse Bree, afagando m inhas costas para m e tranquilizar. – O que eu posso fazer?

Entrei com ela debaixo das cobertas.

– Só fique deitada aqui com igo – respondi. – É a única coisa de que preciso agora.

– Seu desej o é um a ordem .

Em pouco tem po, adorm eci nos braços dela... por duas horas inteiras.