O dia da caça
capítulo 4
MAS EU NEM SEQUER COMECEI a entender o assassinato brutal dos cinco m em bros daquela fam ília. Pelo m enos não naquela noite. Estava tão confuso quanto qualquer outra pessoa no que se referia à possível m otivação dos crim inosos.
Cerca de um a hora depois de eu chegar à cena do crim e, aconteceu um a coisa que tornou o m istério ainda m aior: dois agentes da CIA apareceram . Deram um a olhada na cena e foram em bora. O que a CIA estava fazendo ali?
Passava um pouco das três e m eia da m anhã quando Bree e eu finalm ente chegam os de volta à Rua 5. No silêncio da m inha casa, eu conseguia ouvir o ressonar infantil de Ali no andar de cim a. Sem dúvida era um som tranquilizador e reconfortante.
Nana Mam a tinha deixado a luz de cim a do fogão acesa e em brulhado um prato em film e de PVC com quatro biscoitos que haviam restado da sobrem esa. Nós os levam os para o segundo andar, j unto com duas taças e m eia garrafa de vinho.
Duas horas depois, eu ainda estava acordado e perturbado. Bree se sentou na cam a e acendeu a luz. Eu estava sentado na beira do colchão. Pude sentir o calor do seu corpo contra as m inhas costas, seu hálito no m eu pescoço.
– Não está conseguindo dorm ir? – perguntou.
Não era isso que ela realm ente queria saber.
– Eu conhecia a m ãe, Bree. Estudam os j untos na Georgetown. Isso não poderia ter acontecido com ela. Não deveria.
Ela respirou fundo ao ouvir m inha revelação.
– Sinto m uito, Alex. Por que não m e falou?
Dei de om bros e suspirei.
– Não sei nem se consigo falar sobre isso agora – confessei.
Ela m e abraçou.
– Não tem problem a. Não precisa falar. Só se quiser, Alex. Estou aqui.
– Nós éram os m elhores am igos, Bree. Chegam os a nam orar durante um ano. Sei que faz m uito tem po, m as... – Deixei a frase pela m etade. Mas o quê? Mas... tam bém não foi nenhum nam orico infantil. – Fui apaixonado por ela, Bree. Estou arrasado.
– Quer sair do caso?
– Não.
Eu j á havia feito a m im m esm o essa pergunta e respondido com a m esm a rapidez.
– Posso pedir para Sam pson ou alguém do Departam ento de Crim es Hediondos ficar no seu lugar. Vam os m anter você atualizado a cada segundo...
– Não posso desistir, Bree, não desta vez.
– Desta vez? – Sua m ão subiu e desceu pelo m eu braço, num a carícia. – Em com paração... a quê, Alex?
Respirei fundo. Sabia aonde Bree queria chegar com essa pergunta.
– Não tem nada a ver com Maria, se é disso que você está falando.
Maria, m inha esposa, tinha sido baleada quando nossos filhos eram pequenos. Fazia pouco tem po que eu havia solucionado o caso. Até conseguir isso, passei por anos de tortura e culpa. Mas Maria tinha sido m inha esposa, o am or da m inha vida na época. Ellie era diferente. Eu não estava confundindo as duas. Pelo m enos achava que não.
– O.k. – disse Bree, afagando m inhas costas para m e tranquilizar. – O que eu posso fazer?
Entrei com ela debaixo das cobertas.
– Só fique deitada aqui com igo – respondi. – É a única coisa de que preciso agora.
– Seu desej o é um a ordem .
Em pouco tem po, adorm eci nos braços dela... por duas horas inteiras.