O dia da caça
capítulo 49
MEU TELEFONE ESTAVA TOCANDO.
E tocando.
Por fim acordei, piscando os olhos, despertando de um sono profundo com o um com a. O relógio piscava 12:00, 12:00, 12:00 no criado-m udo ao lado do m eu rosto.
Era de m anhã e obviam ente a energia tinha voltado.
Quando rolei na cam a para atender o telefone, m eu corpo resistiu com um a rigidez dolorida e a fisgada típica das lesões contundentes. Isso colocou tudo em foco novam ente. A prisão, as surras, o assassinato de Ellie e de sua fam ília, a investigação.
– Alex Cross – falei.
– Não faça isso.
– Quem está falando?
– Flaherty. Não diga seu nom e ao atender o telefone. Nunca se sabe quem ...
– Que horas são? – perguntei.
Sem dúvida, era cedo dem ais para um serm ão.
Olhei para o teto e depois para m eu próprio corpo. Ainda estava com a roupa do dia anterior e sentia a boca pastosa. Meu nariz quebrado latej ava outra vez. O travesseiro estava cheio de m anchas de sangue, tanto pretas quanto verm elho-vivas.
– Onze. Liguei a m anhã inteira. Preste atenção. Posso encontrar você por algum as horas se você não dem orar, m as depois estarei fora em m issão até segunda-feira.
– Você descobriu algum a coisa?
– Além do eczem a no m eu rabo? Tenho a coisa m ais próxim a de um contato disposto a colaborar que você vai encontrar em Lagos. Já foi ao banco?
– Ainda não fui nem ao banheiro.
– Durm a quando estiver m orto, o.k.? Arranj e um m otorista. A recepção pode aj udar com isso, m as diga que quer alguém para o dia inteiro, não por hora. Disponha da dica de viagem .
Ele fez um a pausa e continuou:
– Vá ao Citibank da Broad Street. E peça que o m otorista pegue o viaduto, para parecer que você sabe do que está falando. Se sair logo, conseguirá chegar por volta de um a hora. Encontro você lá. E não se atrase. Citibank da Broad.
– Eu ouvi da prim eira vez.
– Bem que eu vi que você aprendia rápido. Ande logo!