O dia da caça

James Patterson · Capítulo 85 de 165

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O dia da caça

capítulo 83

 

DURANTE OS MINUTOS SEGUINTES, ADANNE m e explicou o que deveria ter ficado óbvio: que o simples fato de catar lenha era um dos aspectos mais perigosos da vida em Kalma.

Os janjawid estavam sem pre patrulhando o deserto, não m uito longe do cam po. Qualquer um que se aventurasse a sair corria o risco de ser estuprado, baleado ou as duas coisas. Os catadores de lenha, m ulheres desesperadas e seus filhos, dependiam da escolta de agentes da União Africana, quando estes apareciam ; na m aioria das vezes, no entanto, eram forçados a se arriscar sozinhos. Sem lenha, não havia com o alim entar a fam ília.

Em m anuel m e entregou um fuzil M-16, m odelo antigo, que havia sido m odernizado com um a m ira telescópica.

– Não hesite em atirar – instruiu-m e. – Porque garanto que os janjawid não vão hesitar. Eles são guerreiros habilidosos, m esm o quando estão m ontados sobre um cavalo ou um cam elo.

– Não vou hesitar – prom eti.

Então senti Adanne agarrar m eu cotovelo e soltá-lo em seguida.

– Tem certeza, Alex? – perguntou. – Você quer m esm o se envolver nisto?

– Quero.

Cerca de um a hora depois, partim os com um intrépido grupo de duas dúzias de catadoras de lenha.

Várias delas carregavam bebês nas costas. Um a havia trazido um j um ento com um a velha carroça para carregar a m adeira.

Eu precisava fazer aquilo, aj udar de algum a m aneira. Isso era algo que eu sabia a m eu respeito: era da m inha natureza. Adanne tam bém foi conosco, j ustificando assim sua presença:

– Agora eu m e sinto responsável por você. Fui eu quem o trouxe aqui, não fui?