O dia da caça

James Patterson · Capítulo 94 de 165

Páginas do PDF

O dia da caça

capítulo 92

 

– AGORA VOCÊ VAI MORRER – disse ele em tom calm o, com o se isso fosse certo.

Não duvidei que ele estivesse dizendo a verdade.

Tiger parecia incrivelm ente tranquilo, seus olhos não dem onstravam nenhum a em oção quando esticou as m ãos e m e agarrou pelo braço e pelo pescoço. A única coisa em que pensei foi em não largar a pá e golpeá-lo com ela se tivesse algum a oportunidade.

Ele m e atirou de volta na passagem com facilidade, com o se eu fosse um a criança – ou m elhor, um brinquedo de criança. Caí com força em cim a de um m onte de m adeira lascada e reboco. Algo afiado entrou em m inha pele.

Percebi que Houston Rockets estava bloqueando a outra rota de fuga. Eu não tinha por onde escapar.

Tiger se lançou para cim a de m im . Então, girei a pá com toda a força, m irando os j oelhos dele.

A lâm ina da pá atingiu o alvo – não um a tacada perfeita, m as quase. Tiger se curvou para a frente, m as não caiu. Inacreditável! Eu o atingira nos j oelhos e lá estava ele, ainda m e olhando de cara feia.

– Isso é o m elhor que você consegue fazer? – perguntou.

Era com o se não tivesse sentido nada. Então, ergui a pá de novo e golpeei seu braço esquerdo. Aquilo tinha que ter doído, m as ele não dem onstrou, seu rosto revelando tanta em oção quanto um a parede de ardósia.

– Agora... é a m inha vez – anunciou Tiger. – Você acha que aguenta um soco?

De repente, um a luz forte atingiu m eus olhos. Havia vozes atrás dela. Quem estaria ali?

– Ne bouge pas!

Ouvi passos se arrastando no chão de terra e o ruído m etálico de arm as. De repente, três soldados da União Africana estavam conosco, com seus capacetes verdes.

– Laisse la tomber! – gritou um deles.

Levei um segundo para perceber que, ali, eu era tão suspeito quanto Tiger. Ou pior: talvez fosse o único suspeito.

Larguei a pá e não esperei m ais perguntas.

– Este hom em é procurado nos Estados Unidos e na Nigéria por assassinato. Sou policial.

– Tais-toi! – falou um dos soldados, apontando seu fuzil para m eu rosto.

Meu Deus! A últim a coisa que eu queria era ter o nariz quebrado outra vez.

– Escutem o que estou dizendo! Écoutez-moi!

Aquele era um pelotão senegalês e m eu francês não era nenhum a m aravilha. A cena estava ficando m ais louca e fora de controle a cada segundo.

– Ele tem dois cúm plices. Deux garçons, vous comprenez? São todos assassinos!

A últim a observação m e rendeu um soco no estôm ago. Curvei-m e para a frente, tentando recuperar o fôlego, enquanto Tiger só continuava parado ali, sem dizer um a palavra de protesto.

Perfeitam ente calm o. Mais esperto do que eu.

E no controle da situação?, eu m e perguntei.