O dia da caça

James Patterson · Capítulo 120 de 165

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O dia da caça

capítulo 118

 

A TV ESTAVA LIGADA NA CNN. Um repórter britânico falava tendo ao fundo a im agem de um condom ínio de luxo: casas brancas, de dois andares, alinhadas em fileiras sim étricas, film adas do alto.

As legendas diziam “Notícias de Últim a Hora – Conj unto Residencial da Sum m it Oil, ilha de Bonny, Nigéria”.

– Esta é a prim eira vez que fam ílias inteiras são capturadas – dizia o repórter – e, certam ente, nunca houve tantos reféns. Em um e-m ail para a im prensa internacional, o Movim ento pela Em ancipação do Delta do Níger acaba de assum ir a responsabilidade pelo acontecim ento, com as seguintes im agens chocantes anexadas à m ensagem .

A tela passou a m ostrar um vídeo em infraverm elho granulado.

Dezenas de pessoas estavam sentadas no chão de um corredor escuro. Suas cabeças estavam cobertas e suas m ãos, am arradas, m as era fácil identificar que havia hom ens, m ulheres e crianças. Alguns choravam , outros gem iam de form a lastim osa.

– São cidadãos britânicos e am ericanos – inform ou o em baixador Oweleen. – Todos eles. Considere-se com sorte por conseguir um voo para sair daqui.

– Que voo? Quando?

Ele ergueu um a das m ãos, voltando a olhar para a TV.

– Preste atenção nisso, por favor. Percebe o que está acontecendo?

Soldados arm ados saíam de um cam inhão, em fila indiana.

O repórter britânico prosseguiu:

– As forças do governo estabeleceram um perím etro ao redor de todo o conj unto, enquanto a pressão econôm ica cresce em nível internacional. Por causa de prom essas de novos ataques, as refinarias de petróleo estão paralisando as operações em toda a região, fazendo com que a produção caia cerca de 70%, um núm ero sem precedentes e catastrófico. Estão em j ogo interesses da China, da França, da Holanda e, claro, dos Estados Unidos. Em condições norm ais, a Nigéria fornece cerca de 20% do petróleo am ericano.

O telefone sobre a m esa tocou e o em baixador atendeu.

– Alô – falou, acrescentando em seguida: – Mande-os entrar.

– Senhor – tentei novam ente. – Não estou pedindo m uito. Só preciso fazer um a ligação.

– Vam os providenciar um a ducha e um a m uda de roupas lim pas para o senhor agora m esm o. E cuidarem os de todas as questões relacionadas à im igração. Podem os em itir um passaporte novo im ediatam ente. Mas depois o senhor irá em bora. Esqueça sua caçada. De agora em diante, acabou.

Finalm ente explodi:

– Eu não preciso de um a ducha! Nem de roupas lim pas! Preciso que o senhor m e escute. Acabo de testem unhar o assassinato de um a repórter cham ada Adanne Tansi no presídio de Kirikiri. Ela estava escrevendo um a m atéria im portante relacionada à violência nas proxim idades dos cam pos de petróleo.

As portas do escritório se abriram e o olhar de Oweleen se desviou para trás de m im . Era com o se, no instante em que levantei a voz, eu tivesse perdido qualquer chance com ele. O em baixador nem sequer m e respondeu.

Em vez disso, falou diretam ente com os dois fuzileiros navais que esperavam à porta.

– Nós j á acabam os aqui. Desçam com o detetive Cross e certifiquem -se de que ele estej a lim po para viaj ar de volta para os Estados Unidos.