O dia da caça
capítulo 142
FUI CAMBALEANDO EM DIREÇÃO À casa de aparência deserta que se erguia na escuridão, perguntando-m e se Nana, Ali e Jannie estariam m esm o lá dentro.
Quanto m ais perto eu chegava, m ais im provável m e parecia. Eu tem ia que estivesse vivendo em estado de negação durante todos aqueles dias.
De repente senti dificuldade de andar e até de m e m anter em pé, m as m e obriguei a continuar, passo a passo, rum o à fazenda som bria que abrigava segredos que eu talvez preferisse não conhecer.
Um cam inho de terra estreito serpeava até a casa. Eu o segui com dificuldade, alguns passos à frente de Tiger e de seus assassinos. Seriam aqueles os m esm os dem ônios sedentos de sangue que tinham m assacrado a fam ília de Ellie?
Será que o m enino com a cam isa dos Houston Rockets era um tipo de substituto? Ou teria acom panhado Tiger em suas viagens de ida e volta para a África? Qual era a ligação deles com o que estava acontecendo em Lagos e no Delta? Um a guerra civil poderia se tornar um a guerra m undial? Será que dessa vez estava com eçando na África?
De repente, levei um golpe forte na base das costas. Fui lançado para a frente e quase caí, m as, de algum a form a, consegui m anter o equilíbrio.
Então dei m eia-volta e vi Houston Rockets segurando a coronha do seu fuzil. Pretendia m e acertar com ele outra vez.
– Pare agora m esm o! – gritei. – Seu pivete, seu covarde.
Eu estava louco para partir para cim a dele, torcer seu pescoço e quebrá-lo.
Tiger riu, ou de m im ou de seu assassino cruel.
– Não, não, Akeem ! Quero que ele estej a consciente. Abra a porta, Cross. Você é o detetive. Chegou até aqui. Agora vai ver. Abra a porta! Solucione o grande m istério.