O dia da caça
capítulo 52
EU TINHA MUITAS OUTRAS PERGUNTAS para fazer a Tokunbo a respeito de Tiger e de seu bando de m eninos selvagens, m as ele era inform ante de Flaherty, então segui o protocolo. Precisava ficar de boca fechada, devia isso a ele, pelo m enos até estarm os longe o bastante para não serm os ouvidos.
– Pode m e explicar por que a pressa? – perguntei assim que saím os da barraca de tapetes.
– Ele está em Serra Leoa. É um beco sem saída, não adianta. Você não vai querer ir para lá.
– Do que você está falando? Com o sabe que a inform ação é verdadeira?
– Digam os apenas que eu nunca quis m eu dinheiro de volta. Enquanto isso, é m elhor você sossegar o facho aqui por alguns dias, um a sem ana, o tem po que for. Visite os pontos turísticos. Fique longe das prostitutas, especialm ente das bonitas.
Segurei o braço de Flaherty.
– Não vim aqui para relaxar na piscina do hotel. Tenho um alvo.
– Você é o alvo aqui, m eu caro. Já ouviu dizer que “Você tem que se m anter vivo para continuar no j ogo”? Esta é um a cidade m uito perigosa.
– Deixe de babaquice, Flaherty. Lem bre-se de que eu sou um policial de Washington. Já fiz esse tipo de coisa várias vezes. E ainda estou vivo.
– Só... aceite m eu conselho, detetive Cross. Ele vai voltar. Espere. Então você pode m orrer.
– E qual o seu conselho se eu quiser ir para Serra Leoa m esm o assim ?
Ele respirou fundo, resignado.
– Ele provavelm ente foi para Koidu. Fica perto da fronteira oriental. Kailahun está um pouco quente dem ais agora, até para ele. Se ele viaj ou por terra, isso significa que foi a negócios... o que quer dizer petróleo, talvez gás natural.
– Por que Koidu?
– Minas de diam ante. Existe um a rota de troca não oficial de petróleo por diam antes entre Lagos e Koidu. Pelo que sei, ele está investindo pesado nisso.
– O.k. Mais algum a coisa que eu deva saber?
Ele recom eçou a andar.
– Sim . Você tem um am igo de confiança nos Estados Unidos? Se tiver, ligue para ele. Conte onde você esconde suas revistas pornôs ou qualquer outra coisa que não quer que sua fam ília encontre depois que você m orrer. E boa viagem , foi um prazer conhecê-lo.
– Flaherty ! – cham ei, m as ele se recusou a olhar para trás e, quando saí do m ercado, descobri que ele havia m e largado ali.
Então, entrei de novo e com prei algum as frutas frescas: m angas, goiabas e m am ões. Deliciosos! Era m elhor aproveitar enquanto podia.
No dia seguinte, estaria em Serra Leoa.