O dia da caça
capítulo 152
ENTÃO ACORDEI; PELO MENOS ACHEI que sim .
– Sou o oficial Maise, da Polícia Metropolitana de Washington. O senhor está bem ? – perguntou-m e o patrulheiro enquanto erguia o capuz que cobria m inha cabeça. – Por que suas m ãos estão am arradas? O que aconteceu com o senhor?
– Meu nom e é Alex Cross. Sou detetive da Divisão de Casos Especiais... Fui sequestrado.
Ele j á havia tirado o capuz inteiro, m as eu ainda não conseguia enxergar m uita coisa, nem m esm o seu rosto. Meus olhos estavam dem orando a se aj ustar à luz, especialm ente à que vinha dos postes. Estava escuro. Era noite.
– Sim , detetive Cross. Estam os todos procurando o senhor – disse o patrulheiro Maise. – Deixe-m e inform ar a Central.
– Há quanto tem po... vocês estavam m e procurando?
– Três dias.
Finalm ente consegui ver seu rosto, que m ostrava preocupação, m as tam bém surpresa. Ele tinha me encontrado. Eu estava vivo. Tinha desaparecido havia três dias.
– Pode soltar m inhas m ãos? – perguntei.
– Deixe-m e inform ar a Central antes. Em seguida desam arrarei o senhor.
– Nada de im prensa – falei para ele.
– Claro que não. Por que eu ligaria para a im prensa? – perguntou o patrulheiro.
– Não sei – respondi. – Acho que ainda não estou pensando direito.