O dia da caça
capítulo 17
ESTÁVAMOS DE PÉ E CORRENDO outra vez. Dois agentes tinham sido baleados e não sabíam os quantos crim inosos havia no local. Um a segunda em boscada abriu fogo contra nós. Um a bala passou zunindo perto do m eu rosto.
Alguém tinha disparado de cim a de um cam inhão de carga enquanto corria ao longo dele. Disparei de volta e não consegui saber se havia acertado o atirador ou não. Tudo estava acontecendo com o um a queim a de fogos de artifício, as explosões se alternando com o silêncio.
– Que porra é essa? – gritou alguém pelo rádio.
O agente não se explicou. Ou será que não pôde?
– Alex! Bree! – Era Sam pson outra vez. – Perto das bom bas de gasolina! À sua esquerda!
Corri até um ponto de onde conseguia ver os prédios principais. Três dos crim inosos estavam uns 15 m etros à nossa frente, correndo em direção à cobertura do posto de gasolina, sem parar de atirar. Capuzes pretos cobriam suas cabeças.
Dois eram baixos – meninos, se o tam anho pudesse servir de parâm etro. Um a pessoa m aior – enorm e – estava na prim eira posição. Seria o líder da gangue? O assassino de Ellie. Só podia ser ele, certo? Eu queria pegar o desgraçado, independentem ente do que m ais acontecesse naquela noite.
Inocentes fugiam correndo de seus carros e cam inhões. Havia confusão dem ais para que pudéssem os atirar.
Um a m ulher com um a capa de chuva verm elha e um boné de beisebol caiu, passando os braços em volta de sua própria barriga. O hom em grande atirou nela um a segunda vez! Ele era louco?
Então, tirou o bico da m angueira de com bustível que estava engatado no utilitário da m ulher. Definitivam ente, ele era louco. Acionou e travou o bico, deixando a gasolina escorrer no chão.
Em seguida, foi até o carro que estava atrás do utilitário e fez o m esm o.
Seu bando de m eninos estava fugindo, correndo e gritando com o se aquilo fosse algum tipo de partida esportiva fora de controle. O hom em apontava a pistola para a gasolina, que form ava poças no chão, e esse foi o único alerta de que eu precisei.
– Cessar fogo! Cessar fogo! – gritei, parando perto das bom bas de com bustível. – Bree, vá com Brighton. Dê a volta para o outro lado. Nicolo, arranj e alguém para desligar essas bom bas.
O hom em grande estava segurando um a terceira m angueira, deixando a gasolina escorrer. Mesm o àquela distância, eu conseguia sentir o cheiro do com bustível.
O que ele acha que está fazendo?
– Largue a m angueira e vá em bora! – gritei. – Não vam os atirar em você.
Ele não se m oveu, apenas ficou olhando para m im . Não havia m edo algum nele. Um segundo depois, alguém gritou às suas costas. Então, ouviram -se três buzinadas rápidas.
Finalm ente, ele fez o que eu havia pedido. Manteve a arm a apontada para m im , m as largou a m angueira de com bustível. Andando de costas, afastou-se lentam ente das luzes da cobertura do posto.
Estávam os a salvo – e ele estava indo embora!
Então, vários tiros foram disparados da escuridão. Era ele – aquele desgraçado!
Um a m uralha de fogo irrom peu do concreto. Foi quase com o um truque de m ágica. Em segundos, o pátio estava em cham as, labaredas se espalhavam em baixo e ao redor dos carros vazios.
Um Corolla branco foi o prim eiro. Explodiu bem onde o hom em estivera poucos segundos antes. Então um a cam inhonete preta do outro lado das bom bas de gasolina pegou fogo.
– Saiam ! Saiam ! Saiam ! Saiam ! – gritei, agitando os braços, tentando tirar todos, civis e policiais, dali.
Foi quando a prim eira bom ba de com bustível explodiu.
E então foi... o armagedom na Virgínia.