O dia da caça

James Patterson · Capítulo 82 de 165

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O dia da caça

capítulo 80

 

– AQUI É KALMA – DISSE ela, apontando para um triângulo am arelo no m apa. – É um dos m aiores cam pos de Darfur. Aposto que Tiger o conhece bem . Todo m undo por aqui conhece.

– O que são as outras cores? – perguntei.

Adanne m e explicou que existiam m ais de 100 cam pos no total. Verde significava “inacessível durante a estação das chuvas” e azul, “fechado para organizações de aj uda não m ilitares”, de acordo com as condições do conflito no m om ento. O amarelo em Kalm a significava “aberto”.

Era ali que com eçaríam os nossa caçada.

– E estes aqui? – perguntei, correndo o dedo sobre um a linha de ícones vermelhos em form a de cham a. Havia dezenas deles.

Adanne suspirou antes de responder.

– Verm elho é para vilas que foram destruídas. Os janjawid queim am tudo que podem : depósitos de com ida, gado. Tam bém j ogam carcaças hum anas e de anim ais dentro dos poços. Tudo para garantir que ninguém volte. Janjawid significa “horda” em árabe.

Essas eram as m ilícias árabes, que m uitos acreditavam ser apoiadas pelo governo local num a cam panha cruel para tornar a vida dos negros da região o m ais insegura possível. Cerca de 2 m ilhões de pessoas j á haviam abandonado suas casas e m ais de 200 m il tinham m orrido. Isto é, 200 mil até onde se sabia.

Era com o um a repetição de Ruanda. Na verdade, pior. Dessa vez, o m undo inteiro estava assistindo e não fazia quase nada para aj udar.

Olhei pela j anela a paisagem do Sahel, cerca de 3.500 m etros abaixo.

A região parecia m uito bonita lá de cim a: nada de guerra civil, genocídio, corrupção. Apenas um a extensão interm inável, pacífica, de terra castanha e esculpida.

Só que isso, claro, era m entira.

Um a bela m entira, m uito diabólica.

Pois estávam os prestes a aterrissar no inferno.