O dia da caça

James Patterson · Capítulo 111 de 165

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O dia da caça

capítulo 109

 

DENTRO DE MINHA CABEÇA, UMA voz febril gritava para que eu aj udasse Adanne, m as eu achava que deveria pensar m elhor antes de tentar qualquer coisa.

Eu não sabia se o carro no qual haviam m e colocado estava seguindo o dela. E não tinha com o descobrir. Mas era um a viatura policial. Pequena e apertada para os padrões de Washington. Fedia a tabaco, suor e urina. Eles eram policiais mesmo?

Eu estava sentado de lado no banco de trás, de vinil rasgado. Minhas m ãos estavam algem adas e a poucos centím etros do m eu rosto havia um a grade de segurança enferruj ada. Meu om bro latej ava e eu tem ia que estivesse quebrado. Mas essa era a últim a das m inhas preocupações. O que m ais m e im portava era Adanne e o que poderia estar acontecendo com ela.

– Para onde vocês a levaram ? – perguntei.

Os dois policiais fardados nem sequer se viraram para m e olhar. Eu não podia provocá-los.

– Falem comigo. Digam-me para onde estamos indo – exigi saber.

Então vi por conta própria e não poderia ter sido pior.

A prim eira coisa que reconheci foi a placa na saída para Kirikiri. Depois os m uros de concreto que eu j á conhecia e o aram e farpado acim a deles.

Ah, não!

Senti com o se eu tivesse caído num a espécie de inferno na Terra. A prim eira vez que fui para lá j á tinha sido ruim o suficiente, m as voltar sabendo o que m e esperava?

Os dois policiais precisaram da aj uda de m ais dois guardas para m e tirar do carro e m e levar para dentro da prisão.

Achei que eles fossem m e arrastar para as alas superiores, m as, em vez disso, descemos. Descer não podia ser nada bom . Onde estava Adanne? Será que tam bém estaria ali?

Meus pés bateram contra degraus de pedra até pararem no chão de terra batida de um corredor m al ilum inado. Tinha a m esm a aparência e o m esm o cheiro do pavilhão do andar de cim a, m as, quando passam os por um a das portas de aço reforçado, vi que todas elas davam para o m esm o espaço enorm e.

Do teto baixo pingava algum tipo de líquido viscoso e um a fileira de colunas de sustentação ficava no m eio do espaço. Som bras escuras se estendiam dos dois lados delas.

Um lugar abandonado. Para tortura? Interrogatórios? Execuções?

Tudo era deixado a cargo da im aginação – de propósito, sem dúvida.

Os policiais e os guardas m e largaram ali, com as m ãos algem adas às costas, preso a um a das colunas. Ela era de aço enferruj ado, tinha uns 10 centím etros de espessura e não iria sair dali. Assim com o eu.

Parei de m e debater tão logo eles foram em bora. Cheguei à conclusão de que era m elhor guardar m inhas forças.

Não sabia quem m e queria ali: Tiger? A polícia? O governo?

Ou algum a outra força?

Um a m ultinacional? Talvez fosse isso. Tudo era possível.

Se eu tivesse m uita sorte, talvez Flaherty m e procurasse outra vez. Se tivesse m ais sorte ainda, ele conseguiria m e encontrar ali em baixo. Mas isso levaria dias e, depois, dem oraríam os m ais tem po ainda para encontrar Adanne.

Se ela ainda estivesse viva.

Se eles não tivessem arrancado todos os segredos dela.

Se... se... se...