O dia da caça

James Patterson · Capítulo 77 de 165

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O dia da caça

capítulo 75

 

FIQUEI ESPERANDO, MAS ELA NÃO disse m ais nada. Alguns segundos depois, percebi que em Lagos até o escritório de um a j ornalista é um a espécie de m ercado.

– Em troca de quê? – perguntei por fim .

Adanne sorriu de novo. Ela era m uito reticente... e esperta.

– Um a boa m atéria sobre um detetive am ericano atrás de um assassino com o Tiger... Seria difícil não publicar algo assim .

Coloquei as m ãos nos braços da cadeira, pronto para m e levantar.

– Não.

De repente, os olhos dela estavam cravados nos m eus.

– Detetive Cross, o senhor percebe o bem que um a m atéria com o essa poderia fazer? Esse m onstro é responsável pela m orte de centenas de pessoas, talvez m ais.

– Eu sei – respondi, m e esforçando para m anter a voz sob controle. – Um a delas era m inha am iga.

– E outra era m eu irm ão – disse Adanne. – Então talvez o senhor entenda por que quero escrever essa m atéria.

Suas palavras ecoaram no pequeno escritório. Ela não estava irritada, apenas com edida... e, por trás disso, passional.

– Sra. Tansi...

– Por favor, m e cham e de Adanne. É com o todos m e cham am .

– Adanne. Isto obviam ente é m uito im portante para você, m as não nos conhecem os. Queria poder confiar em você, m as não posso.

Seu olhar m e disse que eu ainda não a havia perdido.

– Mas espero que m e aj ude assim m esm o. A propósito, m eu nom e é Alex. É com o todos m e cham am .

Ela refletiu sobre o que eu tinha dito e pude ver que estava dividida. Era incom um ver isso num j ornalista, essa transparência... pelo m enos nos que eu conhecia em Washington.

Finalm ente, ela se levantou.

– Está bem – falou. – Vou ver o que posso fazer por você. Conte com igo.

Ela voltou a pegar a caneta, um a esferográfica prateada com ponta de ônix, do tipo que as pessoas costum am dar de presente.

– Onde posso encontrá-lo, Alex?

No abrigo da igreja: é lá que moro atualmente.

Não sei se ela notou m inha hesitação. Mesm o que não fosse a coisa m ais inteligente a fazer, percebi que queria im pressionar Adanne Tansi.

– Eu ligo para você – falei. – Am anhã bem cedo. Prom eto.

Ela assentiu, abrindo um sorriso em seguida.

– Acredito em você, detetive Cross. Pelo m enos por enquanto. Não m e decepcione.

Como eu poderia fazer uma coisa dessas, Adanne?