O dia da caça

James Patterson · Capítulo 14 de 165

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O dia da caça

capítulo 12

 

O MISTÉRIO ESTAVA SE COMPLICANDO e ficava m aior a cada dia, porém grande parte de Washington parecia não se im portar, talvez porque aquele crim e tinha acontecido na região sudoeste e as vítim as fossem todas negras.

O depósito de Lorton Landfill era o destino da m aioria do lixo de Washington. São 250 acres de restos m alcheirosos e repugnantes e foi sorte os corpos terem ao m enos sido encontrados. Dirigi m eu Mercedes por vales de lixo que se erguiam a 10 m etros de altura dos dois lados da estrada. Segui até onde a equipe de busca estava estacionada em volta de um cam inhão laranj a e branco, da coleta de lixo m unicipal. As m áscaras de gaze que tinham sido providenciadas para Bree e para m im não protegiam m uito do fedor.

– Um passeio pelo cam po, Alex. Que rom ântico! – disse Bree enquanto seguíam os cruzando o depósito. Ela era boa em m anter o bom hum or, por pior que fosse a situação.

– Estou sem pre pensando em coisas novas para fazerm os j untos, querida.

– Desta vez você se superou, acredite.

Quando saím os do carro, finalm ente avistei Sam pson conversando com o m otorista do cam inhão. Atrás dos dois e de um a fita am arela de isolam ento pude ver lonas am arelas cobrindo os seis corpos, nos locais onde tinham sido encontrados.

Sam pson se aproxim ou para nos explicar a situação.

– O cam inhão de lixo com eçou pelas ruas vazias esta m anhã e fez paradas por todo o centro da cidade. Quarenta e um a caçam bas em 18 localidades, algum as a poucos quarteirões da m esquita. Isso significa que tem os m uito trabalho pela frente.

– Algum a outra boa notícia? – perguntei.

– Até o m om ento, só os corpos foram encontrados. Nem sinal das cabeças.

Ainda não tínham os revelado isto à im prensa: todas as seis vítim as foram decapitadas.

– Adoro m eu trabalho, adoro m eu trabalho – disse Bree baixinho. – Mal consigo esperar para chegar ao escritório pela m anhã.

Perguntei a Sam pson onde estava o corpo do pai e com eçam os por ele. Quando afastei a lona, vi algo horripilante, m as não precisei de um legista para saber que dessa vez o corte tinha sido m uito m ais preciso. Não havia lesões externas: nada de buracos de balas, cortes ou perfurações. Além disso, a parte de baixo do corpo tinha sofrido queim aduras graves.

Crimes sem sentido, mas provavelmente não aleatórios, pensei.

Mas o que o assassinato dos Ahmed tinha a ver com o de Ellie e sua família?

– Tem os algum as sem elhanças e algum as diferenças bem significativas aqui – falou Sam pson. – Duas fam ílias m ortas de repente. Mais de um assassino. No entanto, o prim eiro crim e aconteceu entre quatro paredes, o outro em frente a um a m esquita. Mutilações brutais em am bos os casos.

– Mas as m utilações são diferentes – disse Bree. – E se as cabeças não aparecerem ...

– Algo m e diz que não irão.

– Então talvez estej am os falando de algum tipo de troféu, um a lem brança.

– Ou um a espécie de com provante – sugeri.

Os dois olharam para m im .

– Talvez este crim e tenha sido encom endado, enquanto o outro foi por m otivos pessoais. Além do m ais, a CNBC acabou de dar um furo de reportagem revelando que Ghedi Ahm ed era irm ão de Erasto Ahm ed, um m em bro da Al Qaeda que atua na Som ália.

– Al Qaeda? – sussurrou Bree, parecendo m om entaneam ente desconcertada. – Al Qaeda, Alex?

Nós três passam os um instante calados, tentando com preender aqueles assassinatos terríveis. Tornei a pensar em Ellie. Não conseguia parar de pensar nela nos últim os dias. Será que a viagem dela para a África tivera algo a ver com seu assassinato?

– Então, o que tem os aqui? – disse Sam pson por fim . – Os dois lados de um a guerra?

– Pode ser – falei. – Ou talvez duas equipes.

Ou talvez um assassino muito esperto tentando nos deixar confusos.