O dia da caça

James Patterson · Capítulo 53 de 165

Páginas do PDF

O dia da caça

capítulo 51

 

APARENTEMENTE, O MERCADO OSHODI ERA bem parecido com o restante de Lagos – abarrotado de um a ponta à outra de gente ocupada e apressada, com prando ou vendendo algo, possivelm ente as duas coisas.

Flaherty ziguezagueava pela m ultidão e pelas barracas com o um rato branco e m agrelo em seu labirinto favorito.

Eu precisava m anter os olhos grudados nele para não perdê-lo de vista, m as o arom a das com idas exóticas e os sons do m ercado ainda chegavam a m im com toda a intensidade. Eu assim ilava tudo – e estava adorando.

Havia carnes grelhadas, sem entes parecidas com am endoim , ensopados agridoces no fogo, e tudo m e fazia lem brar de com o eu estava fam into. Sotaques e dialetos diferentes iam e vinham com o estações de rádio. Iorubá era a língua m ais com um ; estava com eçando a conseguir diferenciá-la das outras.

Tam bém escutava gado m ugir na traseira de cam inhões, bebês chorando num a fila para vacinação e gente pechinchando sem parar em quase todos os lugares do m ercado pelos quais passávam os.

Minha pulsação não desacelerava nem por um instante, m as num bom sentido. Mesm o diante de toda aquela m iséria, eu finalm ente estava entusiasm ado por estar ali.

África! Inacreditável.

Não pensava naquele lugar com o m eu lar, m as ainda assim a atração era irresistível. Exótica, sensual e nova. Novam ente, m e peguei pensando na pobre Ellie. Não conseguia tirá-la da cabeça. O que havia acontecido com ela naquele lugar? O que teria descoberto?

Flaherty enfim desacelerou em frente a um a barraca de tapetes. O j ovem vendedor negociava com um hom em que usava um a bata tradicional, cor de aveia, e m al olhou para nós quando atravessam os as pilhas de m ercadorias, que iam até a altura dos nossos om bros, em direção aos fundos da barraca.

Menos de um m inuto depois, ele surgiu do nosso lado com o um a aparição.

– Sr. Flaherty – falou, inclinando-se diante de m im de m odo educado. – Tenho cervej a e água m ineral na geladeira, se o senhor quiser.

Era com o se ele estivesse nos recebendo em sua casa, em vez de vendendo inform ações no m ercado.

Flaherty levantou a m ão.

– Só as últim as notícias, Tokunbo. Hoj e, estam os interessados no suj eito conhecido com o Tiger. O gigante.

Percebi que o nom e não precisava de m ais explicações.

– Vinte dólares por qualquer coisa que tenha acontecido nas últim as 24 horas. Dez, pelas últim as 48. Qualquer coisa m ais antiga do que isso e você leva o que ganharia vendendo tapetes hoj e.

Tokunbo assentiu com serenidade. Era um a espécie de oposto de Flaherty.

– Dizem que ele foi para Serra Leoa. Ontem à noite, na verdade. Vocês acabaram de perdê-lo... estão com sorte.

– Por terra ou pelo ar?

– Por terra.

– O.k. – Flaherty se virou para m im . – Já acabam os aqui. Pague a ele.