O dia da caça
capítulo 103
MAIS FRUSTRADO E CONFUSO DO que nunca, peguei um táxi para o escritório de Adanne. De lá, voltam os no carro dela para a casa de seus pais, discutindo o caso, o envolvim ento da Unilight e o paradeiro de Tiger.
Meu próxim o passo seria conferir os registros locais – escolas, hospitais, boletins de ocorrência –, qualquer m enção a algum Abidem i Sowande de 1981 até o m om ento.
Adanne tinha boas dicas para m e aj udar a conseguir acesso a inform ações do governo. Ela não ficou surpresa com o fato de as m ultinacionais estarem assustadas e buscando qualquer aj uda que conseguissem encontrar.
– Talvez sua investigação estej a ficando quente – falou. – É o que m e parece.
– É, tam bém acho.
Adanne pegou m inha m ão, um a distração bem -vinda.
– Se for bonzinho – disse ela –, posso até dorm ir com você de novo esta noite.
Eu m e aproxim ei dela, beij ei seu rosto e m e perguntei por quanto tem po conseguiria m e controlar com relação a ela.
– Lem bre-se, Alex, eu sei no que você está pensando. Provavelm ente estou pensando na m esm a coisa.
Som ente quando dobram os a esquina na rua dos pais dela, percebem os que havia algo errado.
– Oh, não – gem eu ela. – Oh, não. Oh, não!
Adanne estacionou no início do quarteirão. Havia pelo m enos m eia dúzia de viaturas policiais e carros de bom beiros parados, uns de frente para os outros, diante da casa de seus pais. Mangueiras serpeavam desde a rua, atravessando o portão aberto, e, atrás do m uro, um a fum aça negra elevava-se para o céu.
Adanne m exeu, desesperada, na trava do cinto de segurança até conseguir soltá-lo.
– Ai, m eu Deus! Ai, m eu Deus!
– Adanne, espere – falei, tentando agarrá-la para que não fosse até lá.
Mas ela j á havia saído do carro e corria em direção à casa dos pais. Gritava com todas as suas forças.
Então tam bém saí correndo.