O dia da caça
capítulo 146
VASCULHAMOS A CASA, UM BARRACÃO de ferram entas próxim o e um celeiro até o dia am anhecer.
Então com eçam os a passar um pente-fino nos arredores. A essa altura, j á havia m ais de 30 policiais e agentes do FBI envolvidos na busca, m as o efetivo ainda não parecia suficiente para m im .
Tudo tinha um aspecto ainda m ais irreal agora. Eu estava ali, mas não estava. Tam bém havia perdido totalm ente a noção do tem po; eu podia ter chegado à fazenda dois dias antes ou apenas ter passado poucos m inutos ali.
Prova de que estão vivos, pensei. É isso que quero, não é? E, se não for possível, prova de que estão mortos.
Encontram os um a m inivan Nissan que só podia ser o veículo que Tiger e seus assassinos tinham usado para chegar à fazenda. A van continha arm as de fogo, roupas e videogam es em caixas de papelão.
Mas não havia sinal de sangue lá dentro, nem cordas para am arrar ninguém . Nada que nos fizesse crer que Nana e as crianças tinham estado dentro do veículo.
Havia m ais m arcas de pneus perto da casa, porém nada de incom um . A j ulgar pela aparência do local, eu diria que a fazenda estava inativa havia no m ínim o dois anos. Os registros m unicipais diziam que ela pertencia a Leopoldo Gout, m as ainda não tínham os conseguido fazer contato com ele. Quem era Leopoldo Gout? O que ele sabia sobre o que havia acontecido ali?
Finalm ente, por volta das quatro da tarde, Bree m e levou até m eu carro. Então assum iu o volante e m e conduziu de volta para casa. Ela alegou que eu não estava em condições de continuar a busca e tinha razão.
Apesar de tudo, torci por um final feliz, m as não havia ninguém em casa. A bagunça na cozinha continuava do m esm o j eito que antes e eu a deixei assim .
Com o lem brança.
A cozinha de Nana. Seu lugar favorito.