O dia da caça

James Patterson · Capítulo 123 de 165

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O dia da caça

capítulo 121

 

SAÍ DO CONSULADO PRATICAMENTE DA m esm a form a que havia saído de Kirikiri: como um prisioneiro. Dessa vez, do governo am ericano. Eu m e perguntei se teria com o escapar outra vez. E se de fato queria fazer isso.

Um dos fuzileiros dirigia enquanto o outro estava sentado ao m eu lado, no banco de trás. O que era pior: eu estava algem ado a ele. Im agino que tenham concluído que eu queria fazer aquilo do j eito m ais difícil.

Os portões principais do consulado estavam fechados enquanto seguíam os na direção deles. Não havia mais ninguém esperando para entrar.

No entanto, o núm ero de m anifestantes tinha aum entado. Eles estavam enfileirados ao longo da cerca, agarrados a ela com o se fossem barras de um a cela de prisão, xingando tudo que fosse am ericano, assim com o a vida que o destino lhes reservara.

Tão logo cruzam os os portões, a m ultidão se fechou ao nosso redor.

Corpos se pressionavam contra as j anelas do carro, m ãos estapeavam os vidros, punhos esm urravam o teto. Eu conseguia ver a raiva e o m edo em seus olhos, a frustração de um a vida inteira de inj ustiça e m iséria.

– O que essa gente quer? – perguntou o j ovem fuzileiro ao m eu lado. O nom e em seu crachá era Owens. – Os reféns no Delta são am ericanos e britânicos. Provavelm ente vão m orrer.

– O que eles querem ? – O fuzileiro ao volante respondeu com outra pergunta. – Que a gente saia daqui.

E todos querem que eu saia também, pensei, até mesmo os americanos. Ninguém quer ouvir a verdade.