O dia da caça
capítulo 91
EU ME MANTIVE AFASTADO, SEGUINDO o assassino de longe. Era fácil não perdê-lo de vista. Mas ainda não tinha nenhum plano em especial.
Foi quando vi um a pá largada em frente a um a cabana. Eu a peguei e continuei andando.
O sol j á havia se posto, e, naquele m om ento do dia, tudo parecia tingido de azul e o som se propagava. Talvez ele tivesse m e ouvido, pois se virou para trás. Eu m e agachei, sum indo de vista – pelo m enos, era o que esperava.
As cabanas ao longo do cam inho ficavam coladas um as às outras. Me enfiei num a fresta de cerca de 30 centím etros entre duas delas. As paredes dos dois lados eram de tij olos de barro puro. Eles arranharam m eu braço enquanto eu tentava atravessar a fenda e trazer Tiger de volta a m eu cam po de visão.
Eu estava na m etade do cam inho quando um dos j ovens m atadores apareceu de repente na frente da passagem .
Ele não se m oveu. Apenas gritou algo em iorubá.
Quando olhei por sobre o om bro, Houston Rockets estava na outra extrem idade. Eu conseguia ver seu sorriso branco, m as não seus olhos, na penum bra.
– É ele – gritou o garoto, num a voz aguda, quase um a risadinha. – O tira am ericano!
Algo se chocou com violência contra a parede dentro da cabana. A estrutura inteira se abalou e pedaços grandes de barro seco caíram .
– De novo! – gritou Houston Rockets.
Entendi o que estava acontecendo: eles pretendiam m e esm agar naquele corredor apertado.
Então a parede inteira explodiu. Tij olos, escom bros e terra choveram sobre m inha cabeça e m eus om bros.
Eu m e lancei com dificuldade para a frente, girei o corpo com força e atingi o pivete m ais próxim o com m inha pá.
E então... m e vi frente a frente com Tiger.