O dia da caça
capítulo 120
– FLAHERTY – FALEI. – AQUI é Alex Cross.
– Cross? Onde você está?
– No consulado. Estou na África. Eles estão m e expulsando do país. Agora m esm o. Preciso que você fale com alguém e os im peça. Estou perto do desgraçado, do Tiger.
Ele respondeu sem titubear:
– Im possível. Não posso m ais lhe dar cobertura.
– Não preciso de cobertura. Adanne Tansi está m orta... Ele a m atou. Preciso que você faça um a ou duas ligações. Posso solucionar este caso agora.
– Você não está entendendo – disse Flaherty. – Você não tem m ais o que fazer aqui. Fim de j ogo. Vá para casa e fique por lá. Esqueça Abi Sowande. Ou sej a lá qual for o nom e dele agora.
A água no outro chuveiro foi fechada. O hom em dentro do boxe com eçou a assobiar. Bati com a m ão na testa, j untando todas as peças. Flaherty não estava me dando cobertura coisíssima nenhuma. Entendi tudo errado desde o início.
– Era eu que estava dando cobertura para você, não é? – perguntei.
O assobio no boxe ao lado parou por um instante, recom eçando em seguida.
– Era por isso que você queria que as pessoas acreditassem que eu era da CIA. Eu estava a descoberto. Enquanto você ficava na encolha. Fui um a distração útil.
– Escute. – Pelo seu tom de voz, dava para entender que Flaherty estava term inando a conversa. – Preciso desligar. Salvam os seu rabo duas vezes. Dem onstre um pouco de gratidão. Um a guerra está acontecendo aqui. Tire o seu da reta. Ligue para m im dos Estados Unidos.
– Flaherty!
Ele desligou na m esm a hora que a cortina do boxe foi aberta.
O fuzileiro que tinha pegado a toalha estava ali, parecendo m uito irritado. Ele m e em purrou contra a parede e prendeu m inha m ão. Não ofereci resistência. Para com eçar, m eu om bro estava explodindo de dor. Quando ele estendeu a m ão para pegar o telefone, sim plesm ente abri a m inha e deixei que ele o apanhasse.
Fim de jogo, sem dúvida.
Eu estava voltando para casa.
Por bem ou por mal.
Para ser sincero, tinha sentim entos conflitantes.