O dia da caça

James Patterson · Capítulo 62 de 165

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O dia da caça

capítulo 60

 

EU TINHA VANTAGEM SUFICIENTE E estava bastante protegido pela escuridão para sum ir de vista rápido. De repente, senti um a com binação de cheiros – coisas queimando, apodrecendo e crescendo, tudo ao m esm o tem po. Desci a toda algum as ruas de terra batida, dobrei um a esquina e, logo em seguida, vi a luz de um a fogueira num terreno baldio.

Moisés? Eu estava perto do lugar para onde ele tinha dito que iria.

Escondi-m e num m atagal e esperei o bando passar correndo. Os m eninos gritavam , um pequeno grupo depois do outro, espalhando-se e procurando sua presa: eu. Era difícil acreditar que garotos tão j ovens fossem assassinos experientes, m as eles eram .

Eu tinha visto isso em seus olhos, especialm ente nos de Rockets. Aquele m enino, sem dúvida, j á havia m atado.

Esperei por vários m inutos. Então, m antendo-m e abaixado, dei a volta por trás da fogueira até estar perto o suficiente para cham ar baixinho.

Graças a Deus Moisés estava ali! Ele e seus am igos com iam arroz farelento e pasta de am endoim caseira. A princípio ele hesitou, até ver quem se esgueirava pelo m atagal.

– Venha com igo, senhor – sussurrou. – Não é seguro para o senhor ficar aqui agora. Os garotos estão à sua procura. Estão por todo lado.

– Não m e diga. – Com o braço, lim pei um filete de sangue do rosto, sem pensar em quanto isso ia doer. – Merda!

– Não é grave, o senhor vai ficar bem – disse Moisés.

– Falar é fácil – respondi, forçando um sorriso.

Eu o segui pelos fundos do terreno e pela estrada até um a rua secundária estreita. Estávam os em um a área residencial m uito pobre, com posta de um a longa fileira de barracos de pau a pique. Vários deles tinham pessoas na entrada, cozinhando e fazendo fogueiras, socializando um as com as outras àquela hora da noite.

– Por aqui, senhor. Depressa.

Mantive a cabeça baixa e segui Moisés por um a porta aberta, entrando num dos barracos. Ele acendeu um a lam parina de querosene e m e ofereceu um a cadeira.

– Minha casa – disse.

O lugar não passava de um côm odo, com um a única j anela recortada na parede dos fundos. Havia um colchão fino no chão e um am ontoado de utensílios de cozinha, algum as roupas e caixas de papelão em pilhadas pelos cantos.

Com destreza, Moisés atirou um pano suj o em dois ganchos no portal, dizendo que voltaria logo. Então desapareceu outra vez. Eu não tinha ideia de aonde teria ido... ou se poderia confiar nele.

Mas quais eram as m inhas opções? Eu estava m e escondendo para não m orrer.