O dia da caça
capítulo 31
UM AGENTE DA CIA CHAMADO Ian Flaherty estava “de babá” de um a fam ília histérica em Port Harcourt, Nigéria. Os pais do casal de adolescentes raptados estavam entre os presentes. Reunidos na sala de estar, esperavam para saber quais seriam as exigências dos sequestradores. O clim a não poderia ser m ais pesado.
Pobrezinhos, pensara Flaherty.
Seu celular tocou e todas as pessoas am ontoadas na sala o encararam com expressões ansiosas, preocupadas.
– Desculpem , tenho que atender. É outro caso – disse ele, saindo para os j ardins viçosos que ficavam em frente à sala de estar.
Ligação dos Estados Unidos – outro tipo de em ergência.
A voz do outro lado da linha era de Eric Dana, seu superior, pelo m enos em term os de cargo.
– Estam os com um problem a e tanto. Um detetive de hom icídios cham ado Alex Cross está indo para aí. Ele vai chegar no voo 564 da Lufthansa, às quatro e m eia da tarde. Tiger está em Lagos? – perguntou Dana.
– Ele está aqui – disse Flaherty.
– Você o viu pessoalm ente?
– Na verdade, sim . Quer que eu estej a lá quando o avião do detetive chegar?
– Você que sabe.
– Talvez sej a m elhor eu encontrá-lo. Alex Cross, não é? Vou pensar.
– Está bem , m as você precisa ficar de olho nele. Não deixe que nada lhe aconteça... pelo m enos até onde puder evitar. Ele é querido por aqui e m uito bem relacionado. Não querem os confusão por aí.
– Tarde dem ais – disse Flaherty, abafando um a risadinha m aldosa, cínica.
Ele voltou para consolar a fam ília das crianças, que provavelm ente j á estavam m ortas.
Mas eles pagariam m esm o assim .