O dia da caça
capítulo 29
NAQUELA NOITE, FIZ NANA MAMA provar de seu próprio rem édio. Esperei até tarde, depois de as crianças terem ido para a cam a. Então, fui encontrá-la aconchegada em sua poltrona favorita, lendo um livro.
– O que é isso? – perguntou ela, estreitando os olhos para a pasta que eu trazia na m ão, com o se aquilo pudesse m ordê-la.
– Mais artigos. Quero que você dê um a olhada neles. Contam um a história terrível, Nana. Assassinato, fraude, estupro, genocídio.
A pasta que levei para Nana continha um a cobertura dos assassinatos da gangue em Washington. Eram duas m atérias longas e bem escritas, retiradas do Post, um a sobre cada fam ília, com fotos de épocas m ais felizes... com o quando eles ainda tinham cabeças.
– Alex, j á lhe disse que sei o que está acontecendo. Não quero m ais falar sobre este assunto.
– Nem eu.
– Você não precisa solucionar todos os casos. Entregue os pontos um a vez na vida.
– Quem dera eu pudesse.
Coloquei a pasta no colo dela, beij ei sua testa e subi para m e deitar.
– Cabeça-dura – m urm urei.
– Sim , você é. Muito.