O dia da caça
capítulo 124
AS 12 HORAS SEGUINTES DE viagem passaram m uito devagar, m as enfim cheguei a Washington. Não consegui telefonar para Nana para lhe dizer que estava de volta. Então sim plesm ente peguei um táxi em frente ao aeroporto e segui para a Rua 5.
Passava um pouco das nove e o tráfego noturno estava pesado, m as eu m e sentia feliz por estar de volta a Washington. Às vezes tinha essa sensação ao voltar de um a viagem longa e difícil, o que, definitivam ente, era o caso. Mal podia esperar para chegar à m inha casa e deitar na m inha cam a.
Assim que entrei no táxi, m e perdi em um a espécie de devaneio causado pelo fuso horário.
Ninguém fazia a m enor ideia da extensão da carnificina e do sofrim ento na África até de fato visitar determ inadas regiões da Nigéria, do Sudão e de Serra Leoa – e não havia respostas ou soluções fáceis. Eu não acreditava que a violência que tinha visto ali vinha da m aldade de pessoas com uns. Porém , as que estavam no topo eram m ás, pelo m enos algum as delas.
E havia tam bém os psicopatas à solta, com o Tiger, outros m atadores de aluguel e os m eninos selvagens. O fato de que condições terríveis talvez os tivessem transform ado em assassinos parecia não fazer diferença.
A ironia que não m e deixava em paz era que eu tinha passado os últim os 12 anos perseguindo assassinos nos Estados Unidos, m as isso agora parecia brincadeira de criança. Não era nada, se com parado ao que vira nas últim as sem anas.
Fui retirado bruscam ente do m eu devaneio quando o táxi m anobrou até o acostam ento. E essa agora? Eu estava em casa e até ali o azar m e perseguia? Qual o problem a... um pneu furado?
O m otorista olhou para trás e anunciou com nervosism o:
– Problem a no m otor. Sinto m uito. Mesm o. – Então sacou um a arm a e gritou: – Traidor! Morra!