O dia da caça

James Patterson · Capítulo 36 de 165

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O dia da caça

capítulo 34

 

DEZOITO HORAS –QUE PARECERAM dias – depois de eu deixar Washington, o voo de Frankfurt finalm ente aterrissou no Aeroporto Murtala Muham m ed, em Lagos, Nigéria.

Do avião, eu tinha observado a extensão inacreditável e de certa form a hipnótica do Saara, as savanas que o cercavam e, colado à cidade, o igualm ente vasto golfo da Guiné.

Então, quando desem barquei na pista, m e senti com o se estivesse em qualquer cidade dos Estados Unidos. Até onde eu sabia, aquele lugar poderia m uito bem ser Fort Lauderdale.

– Sinto m uito, m as não posso aj udá-lo aqui, irm ão – disse o padre Bom bata, aproxim ando-se e apertando m inha m ão novam ente antes de nos separarm os. Ele tinha m e dito que havia alguém à sua espera para agilizar sua chegada. – Ponha 200 nairas em um bolso vazio, m eu am igo – sugeriu ele.

– Para quê? – perguntei.

– Às vezes, a resposta é Deus; outras, é o dinheiro.

Sem pre sorrindo, o pequeno padre m e entregou seu cartão, se virou e saiu andando com um últim o aceno sim pático.

Descobri o que ele queria dizer cerca de três horas depois, tem po que eu havia passado suando na fila da im igração. Havia apenas dois funcionários m uito lentos no balcão para atender cerca de 400 pessoas.

Alguns passageiros eram liberados im ediatam ente, enquanto outros ficavam detidos por até 30 m inutos. Por duas vezes, vi alguém ser conduzido por um guarda arm ado até um a porta lateral em vez de obter perm issão para seguir para o term inal principal.

Quando finalm ente chegou m inha vez, entreguei m eu form ulário de im igração e m eu passaporte para o funcionário.

– Sim , e o seu passaporte? – perguntou ele.

Fiquei confuso por um instante, m as então m e lem brei do que o padre Bom bata tinha dito. Ele está esperando a propina.

Deslizei as 200 nairas por sobre o balcão. O funcionário pegou o dinheiro, carim bou m eu passaporte e cham ou o próxim o da fila sem olhar para m im duas vezes.