O dia da caça
capítulo 148
UM PANO UMEDECIDO FOI COLOCADO sobre o m eu rosto, algum tipo de capuz com um cheiro forte de álcool. Então eu estava sendo levantado. Perdi a consciência, m as não sei por quanto tem po.
Não fazia ideia de onde estava, m as não era um hotel cinco estrelas. Sentia o cheiro, e quase podia sentir o gosto, de suor, fezes e urina. O chão sob m eus pés era de pedra áspera, talvez concreto. O que isso poderia significar?
– Espalm e suas m ãos contra a parede e abra as pernas. Fique assim . Não se m exa ou vai levar um tiro.
– Onde está m inha fam ília? Onde estão eles, droga? Quem é você?
Em vez de um a resposta, ouvi um chiado alto.
– Fique exatam ente com o está, ou vai m orrer agora m esm o. E então nunca vai saber o que houve com sua fam ília. Nunca é m uito tem po, Dr. Cross. Pense nisso.
Pensei em outras coisas antes. Quem tinha m e capturado na rua e m e m antinha preso agora?
Seria outro Tiger? Mais alguém da Nigéria?
Pela voz, parecia que não. Não havia sotaque. Sej a lá quem fosse, era am ericano. Seria a CIA?
– Onde está m inha fam ília? – perguntei de novo.
Ninguém respondeu e fiquei ali, com as m ãos am arradas e espalm adas contra a parede, acim a da cabeça. Tam bém fui obrigado a ficar de capuz, m e suj eitando a ruídos altos e privação de sono. Já tinha ouvido falar desses m étodos de tortura. Agora, eu era a vítim a.
Com o não obtive resposta, m e perguntei se estava sozinho. Será que estava delirando? Seria aquilo tudo irreal?
Minhas m ãos foram as prim eiras a ficarem dorm entes.
Então com ecei a sentir fisgadas nos tornozelos e pés. Em seguida, pontadas de dor passaram a subir e descer pelas m inhas pernas.
Minha cabeça girava e achei que fosse desm aiar.
– Preciso m ij ar. Estou falando sério.
Nenhum a resposta.
Segurei o m áxim o que pude, então deixei a urina escorrer pelas m inhas pernas até m eus pés descalços. Ninguém reagiu. Havia alguém ali? Ou eu estava sozinho?
Algum as autoridades do governo am ericano tinham afirm ado que não havia problem a algum em usar técnicas daquele tipo contra suspeitos de terrorism o.
Eu era um deles? O que tinha feito para m erecer isso? Quem estava m e torturando?
Já não sentia m inhas m ãos e precisava m uito dorm ir. Não conseguia pensar em quase m ais nada e teria dado qualquer coisa para apenas m e deitar no chão. Mas não podia entregar os pontos.
Posso aguentar isso.
Pensei em m e afastar da parede e esperar as consequências. Tive debates calorosos com igo m esm o a esse respeito. Eles não iriam m e m atar, iriam ? Qual seria o sentido disso?
Finalm ente, girei m eu corpo, deixando apenas uma das mãos na parede. Isso contava? Era um a violação das regras?
Na m esm a hora, levei um chute forte atrás dos j oelhos. Desabei no chão frio. Até que enfim um a cam a!
Mas fui im ediatam ente puxado para cim a e j ogado com violência contra a parede. Mesm o assim , ninguém falou nada. Voltei à posição em que estava. Não só m inhas pernas trem iam àquela altura. Todo o resto tam bém : m eu corpo inteiro sacudia terrivelm ente.
Quem m ais estava com igo naquele lugar?
O que eles queriam de m im ?