O dia da caça

James Patterson · Capítulo 150 de 165

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O dia da caça

capítulo 148

 

UM PANO UMEDECIDO FOI COLOCADO sobre o m eu rosto, algum tipo de capuz com um cheiro forte de álcool. Então eu estava sendo levantado. Perdi a consciência, m as não sei por quanto tem po.

Não fazia ideia de onde estava, m as não era um hotel cinco estrelas. Sentia o cheiro, e quase podia sentir o gosto, de suor, fezes e urina. O chão sob m eus pés era de pedra áspera, talvez concreto. O que isso poderia significar?

– Espalm e suas m ãos contra a parede e abra as pernas. Fique assim . Não se m exa ou vai levar um tiro.

– Onde está m inha fam ília? Onde estão eles, droga? Quem é você?

Em vez de um a resposta, ouvi um chiado alto.

– Fique exatam ente com o está, ou vai m orrer agora m esm o. E então nunca vai saber o que houve com sua fam ília. Nunca é m uito tem po, Dr. Cross. Pense nisso.

Pensei em outras coisas antes. Quem tinha m e capturado na rua e m e m antinha preso agora?

Seria outro Tiger? Mais alguém da Nigéria?

Pela voz, parecia que não. Não havia sotaque. Sej a lá quem fosse, era am ericano. Seria a CIA?

– Onde está m inha fam ília? – perguntei de novo.

Ninguém respondeu e fiquei ali, com as m ãos am arradas e espalm adas contra a parede, acim a da cabeça. Tam bém fui obrigado a ficar de capuz, m e suj eitando a ruídos altos e privação de sono. Já tinha ouvido falar desses m étodos de tortura. Agora, eu era a vítim a.

Com o não obtive resposta, m e perguntei se estava sozinho. Será que estava delirando? Seria aquilo tudo irreal?

Minhas m ãos foram as prim eiras a ficarem dorm entes.

Então com ecei a sentir fisgadas nos tornozelos e pés. Em seguida, pontadas de dor passaram a subir e descer pelas m inhas pernas.

Minha cabeça girava e achei que fosse desm aiar.

– Preciso m ij ar. Estou falando sério.

Nenhum a resposta.

Segurei o m áxim o que pude, então deixei a urina escorrer pelas m inhas pernas até m eus pés descalços. Ninguém reagiu. Havia alguém ali? Ou eu estava sozinho?

Algum as autoridades do governo am ericano tinham afirm ado que não havia problem a algum em usar técnicas daquele tipo contra suspeitos de terrorism o.

Eu era um deles? O que tinha feito para m erecer isso? Quem estava m e torturando?

Já não sentia m inhas m ãos e precisava m uito dorm ir. Não conseguia pensar em quase m ais nada e teria dado qualquer coisa para apenas m e deitar no chão. Mas não podia entregar os pontos.

Posso aguentar isso.

Pensei em m e afastar da parede e esperar as consequências. Tive debates calorosos com igo m esm o a esse respeito. Eles não iriam m e m atar, iriam ? Qual seria o sentido disso?

Finalm ente, girei m eu corpo, deixando apenas uma das mãos na parede. Isso contava? Era um a violação das regras?

Na m esm a hora, levei um chute forte atrás dos j oelhos. Desabei no chão frio. Até que enfim um a cam a!

Mas fui im ediatam ente puxado para cim a e j ogado com violência contra a parede. Mesm o assim , ninguém falou nada. Voltei à posição em que estava. Não só m inhas pernas trem iam àquela altura. Todo o resto tam bém : m eu corpo inteiro sacudia terrivelm ente.

Quem m ais estava com igo naquele lugar?

O que eles queriam de m im ?