O dia da caça

James Patterson · Capítulo 136 de 165

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O dia da caça

capítulo 134

 

O HOMEM QUE TODOS ESTAVAM ESPERANDO se apresentou com o Steven Millard. Ele disse que era do Serviço Clandestino Nacional, m as não m encionou seu cargo. Então lem brei que Al Tunney citara o nom e dele antes de eu ir para a África. Millard era o chefe do grupo que estava envolvido naquilo desde o início.

Tudo o que Flaherty disse foi:

– Dr. Cross.

– Algum a notícia sobre a sua fam ília? – quis saber Millard logo de cara.

– Nada até o m om ento – atalhou Sny der. – Ainda não fizeram contato.

– Há hom ens da Polícia Metropolitana na m inha casa – falei. – Eles vão atender o telefone e ligar para m im .

– Isso é bom . Basicam ente a única coisa que pode fazer – disse Millard.

Eu não consegui decidir o que pensar dele. Tinha certeza de que estava ciente da m inha reunião com Eric Dana antes de eu viaj ar para a África, m as quanto m ais Millard sabia?

– Preciso de qualquer aj uda que vocês possam m e dar – falei enfim . – De verdade.

– Pode contar conosco – afirm ou Millard. – Mas tenho algum as perguntas às quais o senhor talvez possa responder antes. Detetive Cross, antes de m ais nada, por que o senhor foi para a África?

– Um a am iga m inha e toda a sua fam ília foram m ortas. Fui eu que assum i o caso e tinha inform ações de que o assassino havia fugido para Lagos.

Millard assentiu e pareceu entender.

– Então m e diga um a coisa: o que descobriu por lá? Algum a coisa de útil, im agino. Caso contrário, por que esse assassino profissional viria atrás do senhor e da sua fam ília em Washington?

– Era exatam ente nisso que eu esperava que vocês pudessem m e aj udar. O que está acontecendo na Nigéria e aqui em Washington tam bém ? Podem m e dizer?

Em vez de m e responder, Millard fez outra pergunta:

– O senhor viu algo de estranho ou perturbador na Nigéria? Precisam os entender por que esse assassino o perseguiu até aqui. O senhor é um oficial de polícia renom ado. Esse Tiger, ou sej a lá quem for, não iria se arriscar se realm ente não precisasse. Acho difícil im aginar isso. A não ser que o senhor o tenha tirado m esm o do sério.

– Então o senhor sabe que foi ele?

– Não, não tenho certeza. Mas faz sentido. Ian concorda com igo. Então, o que o senhor sabe, Dr. Cross?

Olhei para Flaherty e em seguida para Millard.

– Vocês não vão m e aj udar a encontrar m inha fam ília, vão? Só querem arrancar as inform ações de m im de novo, certo?

Millard suspirou, fez um a pausa e então disse:

– Dr. Cross, infelizm ente acham os que sua fam ília está m orta.

Eu m e levantei tão rápido da m inha cadeira que quase a derrubei.

– Com o podem dizer um a coisa dessas? O que vocês sabem ? O que não estão m e contando? Por que eles m e ligariam a noite inteira se m inha fam ília estivesse m orta?

Millard m e fitou nos olhos, então tam bém se levantou.

– O senhor foi aconselhado a não se envolver neste assunto. Sinto m uito pela sua perda. Nós irem os aj udá-lo em tudo o que for possível.

Após um instante, ele sentiu necessidade de acrescentar:

– Não som os os vilões aqui, detetive. Não há nenhum a grande conspiração acontecendo.

Se isso fosse verdade, por que todo mundo precisava ficar repetindo?