O dia da caça

James Patterson · Capítulo 49 de 165

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O dia da caça

capítulo 47

 

– É O NOME DELE, DETETIVE CROSS. Você não sabia? Na verdade, vários desses chefes de gangue se cham am Tiger. Mas o seu hom em foi o prim eiro.

– Então, você sabe onde ele está?

– Se soubesse, levaria você até ele agora m esm o e acabaria com isso de um a vez por todas.

Joguei m inha cam isa ensanguentada em um a lata de lixo e peguei m inha bolsa de viagem .

– A que horas posso encontrar você am anhã?

Flaherty deu um sorriso discreto. Interpretei isso com o um a espécie de aprovação.

– Eu ligo para você.

– A que horas?

– O m ais cedo possível. Descanse um pouco. Se você não estiver aqui pela m anhã, vou saber que ainda está m entalm ente são.

Antes que ele partisse, peguei dinheiro em prestado para pagar a prim eira noite no Superior e com prar um cartão telefônico.

Quarenta e cinco m inutos depois, eu tinha tom ado banho, com ido e esperava m inha ligação internacional ser com pletada.

O quarto definitivam ente não era nada de m ais. Devia ter uns 3 x 4,5 m etros, com paredes de estuque descascadas e um ou outro percevej o para m e fazer com panhia.

O carregador do hotel não ficou surpreso ao ver que a torneira da pia do banheiro tinha sum ido. Prom eteu instalar outra nova em breve. Não m e im portei. Depois da prisão, aquele quarto m e parecia um a suíte presidencial.

Quando Jannie atendeu o telefone, senti um nó na garganta. Cheguei a m e esquecer de que m eu nariz estava latej ando e sangrando ocasionalm ente.

– Ora, vej a só quem não foi à escola hoj e – falei, tentando m anter um tom despreocupado e alegre.

– É sábado, pai. Está perdendo a noção do tem po aí? Parece que pegou um resfriado.

Toquei m eu nariz quebrado e dolorido.

– É, acho que estou com o nariz m eio entupido. Vou sobreviver. Na verdade, estou em um dos m elhores hotéis da cidade.

– Alex, é você? – Nana havia pegado a extensão e, pelo j eito, estava terrivelm ente irritada. – Onde você se m eteu durante três dias? Para m im , isso não tem desculpa.

– Sinto m uito, Nana. Tem sido bem m ais difícil conseguir um a linha aqui do que eu im aginava – respondi. Então com ecei a fazer um m onte de perguntas para evitar ter que contar m ais m entiras.

Jannie m e falou sobre as drosófilas de seu proj eto de ciências e sobre alguns novos vizinhos na Rua 5. Nana estava preocupada com o barulho que o aquecedor vinha fazendo no porão, pois era o m esm o que havia m e custado 900 dólares da últim a vez. Então Ali m e disse que tinha encontrado a Nigéria no m apa, que sua capital era Lagos e tam bém sabia que a população era de m ais de 135 m ilhões de habitantes.

Em seguida, Nana falou que iria passar o telefone para Bree.

– Ela está aí?

Fiquei um pouco surpreso. Bree tinha planej ado voltar para o seu apartam ento enquanto eu estivesse fora.

– Alguém tem que cuidar de nós por aqui – disse Nana, incisiva. – Além do m ais, ela é um a de nós agora. Bree é da fam ília.