O dia da caça

James Patterson · Capítulo 59 de 165

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O dia da caça

capítulo 57

 

VIGILÂNCIA. EU ERA BOM NISSO, sem pre fui m estre em m e m anter um passo à frente do adversário. Mesm o quando lidava com pessoas tão traiçoeiras e perigosas quanto Tiger e seu bando. Pelo m enos era o que eu esperava.

Dei um a longa volta para chegar à frente da taberna. Quando cheguei à quina do prédio vizinho, tive um a visão bastante livre da entrada.

O garoto com a cam isa verm elha dos Houston Rockets estava um pouco afastado da porta, acom panhado de um m enino m ais j ovem . Olhavam para direções diferentes, vigiando a rua enquanto conversavam .

Uma emboscada?, não pude deixar de m e perguntar.

Alguns m inutos depois, o m ais velho voltou a entrar, provavelm ente para m e procurar. Não esperei para dar m eu próxim o passo. Se ele tivesse pelo m enos dois neurônios, seguiria o m esm o cam inho que eu.

Atravessei o cruzam ento de terra batida e m udei de posição, passando para um portal queim ado na esquina do outro lado da rua. Ele fazia parte do esqueleto enegrecido de um a construção que talvez tivesse sido um a m ercearia.

Recuei para dentro do portal vazio e fiquei ali, fora de vista, observando, espreitando da m elhor m aneira possível.

Levando-se em conta que eu estava trabalhando em Marte...

Conform e eu tinha previsto, Houston Rockets saiu um m inuto depois e parou bem onde eu estivera antes.

Seu com parsa correu em sua direção e os dois confabularam , correndo os olhos ao redor, nervosos, tentando m e encontrar.

Foi então que um a voz logo detrás de m im disse:

– Ei, senhor, senhor. Quer com prar um a pedra?... Quer que eu afunde seu crânio?

Eu m e virei e, antes que pudesse ver alguém na escuridão, algo duro e pesado m e atingiu na cabeça – um pedregulho ou um tij olo, talvez.

Fiquei atordoado e caí de j oelhos. Minha visão ficou em baçada, depois apagou antes de com eçar a voltar.

Alguém pegou m eu braço e m e arrastou para longe da rua, levando-m e para dentro de um a construção. Então, outras m ãos truculentas – eu não conseguia dizer quantas – m e forçaram contra o chão, estirando-m e de costas.

Minha consciência oscilava. Eu m e esforçava para recuperar o senso de orientação. Sentia várias pessoas agarrando m eus braços e m inhas pernas, prendendo-m e ao solo com seus corpos fortes e ágeis.

Mesm o quando m inha visão ficou um pouco m ais nítida, ainda era difícil distinguir qualquer um deles no escuro. Tudo o que eu via eram várias som bras pequenas e indistintas.

Todas do tamanho de meninos.