O dia da caça
capítulo 67
DIRIGIMOS O DIA SEGUINTE INTEIRO e pela segunda noite consecutiva, nos revezando no volante, tentando recuperar o tem po perdido. No cam inho, Moisés m e disse que era igual à m aioria das pessoas dali – não a FRU e, certam ente, não Tiger e seu bando de assassinos.
– Há m uita gente de bem na África, senhor, e ninguém para aj udar essas pessoas a com bater os dem ônios – falou.
Menos de m eia hora a leste de Monróvia, passam os pelo últim o outdoor e pela últim a torre de rádio e adentram os um a floresta tropical densa que se estendeu por horas a fio.
De vez em quando passávam os por m uitos quilôm etros de área desm atada, com tocos de árvores de am bos os lados que pareciam lápides.
Porém , no geral, a estrada era um túnel de bam bus, palm eiras, m ogno e árvores cobertas por trepadeiras que eu nunca tinha visto antes – com folhas e arbustos rasteiros raspando as laterais da cam inhonete enquanto seguíam os em frente.
À tardinha, estávam os próxim os da costa, atravessando planícies que só apareciam na m aré baixa, seguidas por vastas extensões de prados, que eram o oposto da selva que tínham os acabado de deixar para trás.
Quando o sol estava se pondo, vi um a enorm e colônia de flam ingos, m ilhares de pássaros de um a beleza estonteante, um incongruente m ar cor-de-rosa em m eio à luz alaranj ada.
Por fim , tivem os que parar e esperar passar a noite. Nós dois estávam os cansados dem ais para dirigir. Enquanto pegava no sono, m e perguntei quantos pais podiam contar aos filhos que haviam passado um a noite num a selva africana de verdade.