O dia da caça
capítulo 133
A PARTIR DAÍ, O DIA FOI ficando cada vez m ais estranho.
Às onze da m anhã, eu estava diante de um grupo m enor, num a sala de conferências sem j anelas na sede da CIA, em Langley. A atm osfera não poderia ter sido m ais diferente do que aquela que eu havia experim entado no Edifício Daly. Todos, m enos eu, usavam terno e gravata. A linguagem corporal com unicava tensão e desconforto. Eu era o único que queria estar ali – precisava da aj uda deles.
Um agente do Serviço Clandestino Nacional cham ado Merrill Sny der m e cum prim entou com um aperto de m ãos firm e e a seguinte frase, nada prom issora:
– Obrigado por ter vindo, Dr. Cross.
– Podem os com eçar? – perguntei.
– Estam os esperando só m ais um a pessoa – falou Sny der. – Tem os café e refrigerantes, se o senhor quiser.
– Onde está Eric Dana? – perguntei, lem brando-m e do nom e de quem estava no com ando da últim a vez que eu viera a Langley.
– Ele está de férias. O hom em que estam os aguardando é o superior dele. Tem certeza de que não quer um café?
– Não, estou bem . Já tom ei cafeína suficiente esta m anhã, acredite.
– Entendo. Ainda não teve notícias das pessoas que sequestraram sua fam ília? – perguntou Sny der. – Nenhum contato?
Antes que eu pudesse responder, a porta da sala de conferências se abriu. Um hom em alto, de quarenta e poucos anos, com cabelos negros e usando um terno cinza e um a gravata com listras prateadas e verm elhas, entrou. Ele se m ovia com o alguém im portante, o que devia ser.
E, logo atrás dele, vinha... Ian Flaherty.