O dia da caça
capítulo 58
–YO! – GRITOU UMA DAS som bras am eaçadoras com um a voz arrogante e j ovem dem ais, que só podia ser de um pivete. – Aqui! A gente pegou o desgraçado de j eito.
Eu estava às cegas, quase literalm ente, m as m e recusava a ir à lona com tanta facilidade. Achei que, se eu não resistisse, provavelm ente m orreria.
Sacudi o braço direito para libertá-lo de quem quer que o estivesse segurando e dei um soco em quem prendia o esquerdo. Nenhum deles era m ais forte do que eu, m as, j untos, eram com o papel pega-m osca colado a cada centím etro do m eu corpo. Resisti ainda m ais, sabendo que lutava pela m inha vida.
Quando finalm ente consegui m e colocar m ais ou m enos de pé, cada perna carregando cerca de 45 quilos extras, os dois garotos do bando que estavam na rua chegaram correndo.
Um deles apontou um a lanterna para m im ; o outro golpeou m eu rosto com a coronha de um a pistola.
Senti m eu nariz se partir. De novo!
– Filho da puta! – gritei.
A dor lancinante subiu depressa até m eu cérebro e pareceu se espalhar por todo o corpo. Foi pior que da prim eira vez, se é que isso era possível. A prim eira coisa que pensei foi: Isso só pode ser sacanagem.
Os garotos assassinos se am ontoaram à m inha volta, m etade deles dessa vez, e m e derrubaram . A sola de um tênis pisou m inha testa.
Então, senti o m etal frio do cano de um a arm a ser pressionado com força contra m inha bochecha.
– É ele? – perguntou alguém .
A luz brilhante de um a lanterna passou por m eus olhos, provocando um a fisgada de dor.
– É ele, Azi.
Reconheci a voz que tinha ouvido na taberna.
O dono dela se agachou ao lado da m inha cabeça.
– Preste atenção, nós vam os despachar você daqui com um a m ensagem . Ninguém se m ete com a gente. Entendeu?
Tentei levantar a cabeça e ele deu um tiro no chão bem ao lado da m inha têm pora.
– Entendeu?
Parei de fazer força e fiquei deitado de costas. Um dos m eus ouvidos não escutava nada. Será que estava surdo de um ouvido também? Se não fosse a pistola, eu não teria ficado parado ali. Acim a de tudo, estava fervendo de raiva.
– Vai em frente – disse o líder do bando.
Vi o contorno de um a lâm ina longa na m ão de alguém . Um facão, pensei.
Meu Deus, não!
Houston Rockets se aproxim ou novam ente, esfregando a pistola na m inha têm pora, para cim a e para baixo.
– Se você se m exer, m orre, Capitão Am érica. Se ficar quietinho, volta quase inteiro pra casa.