O dia da caça
capítulo 24
TODOS NÓS ESTÁVAMOS SOB PRESSÃO. Levei o dia seguinte inteiro para conseguir localizar Eric Dana, da CIA, e só o encontrei porque ele apareceu no Edifício Daly.
Flagrei Dana saindo do escritório do diretor Davies e vi o chefe se sentando antes que a porta voltasse a se fechar. Ele não estava sorrindo e não ergueu os olhos para m im , em bora eu tivesse certeza de que ele sabia que eu estava ali.
Aproxim ei-m e de Dana.
– Onde você se m eteu o dia todo? Liguei pelo m enos um as dez vezes. Preciso de sua aj uda neste caso. Qual é o problem a?
O agente da CIA nem dim inuiu o passo.
– Fale com seu chefe. A Polícia Metropolitana está fora do caso. Consideram os que Chantilly foi um desastre. O chefe da nossa divisão, Steven Millard, j á está envolvido.
Millard. Tinha ouvido m eu am igo Al Tunney m encionar esse nom e.
Alcancei Dana no elevador e, para entrar, precisei usar os cotovelos para im pedir que as portas se fechassem .
– Onde está o assassino? – perguntei. – O que você sabe sobre ele?
– Acreditam os que ele tenha saído do país. Avisarem os a você se ele aparecer por aqui novam ente – respondeu ele, dignando-se a olhar para m im pela prim eira vez. – Lim ite-se às cenas de crim e que lhe dizem respeito, Cross. Faça o seu trabalho. Eu farei o m eu.
– Isso é um conselho ou um a am eaça?
– Enquanto você estiver trabalhando em Washington, é um conselho. Não tenho controle nem influência sobre você aqui.
Sua atitude de superioridade não era surpresa e não parecia especialm ente voltada para m im . Estiquei o braço e girei a alavanca verm elha no elevador. Ele parou com um tranco e um alarm e com eçou a soar.
– Para onde ele foi, Dana? – gritei. – Me diga onde ele está!
– Qual é o seu problem a? As regras desse j ogo não são bem assim .
Quando Dana fez m enção de segurar a alavanca, agarrei seu braço e o prendi com força.
– Para m im , não se trata de um j ogo. Para onde ele foi? – tornei a perguntar.
Dana m e encarou com um a expressão dura. Então disse, com a voz m uito controlada:
– Solte m eu braço, Cross. Tire sua m ão de m im . Ele voltou para a Nigéria. O assassino está fora da sua j urisdição.
Eu sabia que tinha ido longe dem ais, o que m e fez perceber até que ponto estava em ocionalm ente envolvido naquele caso, talvez m ais do que desconfiava. Soltei Dana e ele acionou o elevador de volta sem dizer nada. Descem os em silêncio e fiquei observando o cretino da CIA sair do edifício.
A única pergunta agora era se eu conseguiria evitar que ele se m etesse no m eu cam inho. Talvez se eu m e apressasse. Peguei o celular e disquei um núm ero ali m esm o, no hall do Edifício Daly.
– Al Tunney – respondeu um a voz do outro lado da linha.
– Aqui é Alex Cross. Preciso de um favor.
– Não – respondeu Tunney, grunhindo. Em seguida, perguntou: – O que é?
Contei e ele voltou a grunhir, m as eu realm ente não podia culpá-lo.