O dia da caça

James Patterson · Capítulo 145 de 165

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O dia da caça

capítulo 143

 

GIREI A MAÇANETA ENFERRUJADA, ENTÃO em purrei com força a porta, que estava em penada. Ela se abriu com um rangido alto.

A princípio, não consegui ver m uita coisa, m esm o com o brilho fraco da lanterna atrás de m im .

– Onde eles estão? – perguntei.

– Entre e vej a – falou Tiger. – Você queria isso... a prova de que estão m ortos.

Entrei na casa, m as ainda não conseguia enxergar ninguém lá dentro. Meu coração estava acelerado. Tudo naquele prim eiro côm odo cheirava a m ofo, suj eira e coisas velhas, talvez a m orte.

– Não consigo ver nada. Está m uito escuro.

De repente um a luz se acendeu. Um a sala de estar foi ilum inada – dois sofás pequenos, poltronas, lum inárias de pé –, m as continuei sem ver ninguém .

Eu m e virei para encarar Tiger, que assom ava atrás de m im .

– Onde estão eles? – gritei. – Não tem ninguém aqui!

– Diga-m e o que você sabe – exigiu ele, num tom sério e form al. – O que aquela puta da Adanne lhe contou? O que sabe sobre o Delta? Diga.

Eu o encarei.

– Você trabalha para a CIA tam bém ? Eles queriam saber o que Adanne m e contou.

Ele soltou um a gargalhada.

– Trabalho para qualquer um que m e pague. Conte o que você sabe!

– Eu não sei nada! Não descobri nada na África. Se tivesse descoberto, não acha que eu contaria? Vi você m atar Adanne Tansi. É isso que sei, só o que vi com m eus próprios olhos.

Alguém veio andando de um corredor adj acente. Girei o corpo e deparei com Ian Flaherty ali, na fazenda.

– Duvido que ele saiba de algum a coisa. Pode m atá-lo – disse ele para Tiger. – Então ele poderá se j untar à sua fam ília. Vá em frente. Acabe logo com isso.

Um a expressão terrível atravessou m eu rosto.

– Então a CIA estava envolvida nisso desde o início?

Flaherty deu de om bros.

– Não, a agência não. Só eu. Mate-o agora. Acabe logo com isso.

Nesse instante outra voz ecoou na sala.

– Você vai m orrer antes, babaca.

Sam pson entrou em cena. O carro que eu estava dirigindo tinha um rastreador. John havia seguido o sinal até Mary land. E não estava sozinho.

– Vai ser um j ogo duro – falou Bree. Ela apareceu ao lado de Sam pson. – Você e Tiger vão m orrer tam bém . A m enos que com ecem a falar. Onde estão Nana e as crianças?

O pivete com a cam isa dos Houston Rockets arm ou seu fuzil. Bree disparou e o acertou na bochecha esquerda, em baixo do olho. Ele gritou e caiu no chão.

Tiger m ergulhou para trás, saindo pela porta.

– Estou desarm ado – disse Ian Flaherty, erguendo as duas m ãos no ar. – Não atire. Não sei o que aconteceu com sua fam ília. Não tive nada a ver com isso. Não atire.

Joguei m eu om bro com força contra o peito de Flaherty e saí correndo atrás de Tiger. Sam pson j ogou um a arm a para m im enquanto eu saía.

– Faça bom proveito! – gritou ele.