O dia da caça
capítulo 143
GIREI A MAÇANETA ENFERRUJADA, ENTÃO em purrei com força a porta, que estava em penada. Ela se abriu com um rangido alto.
A princípio, não consegui ver m uita coisa, m esm o com o brilho fraco da lanterna atrás de m im .
– Onde eles estão? – perguntei.
– Entre e vej a – falou Tiger. – Você queria isso... a prova de que estão m ortos.
Entrei na casa, m as ainda não conseguia enxergar ninguém lá dentro. Meu coração estava acelerado. Tudo naquele prim eiro côm odo cheirava a m ofo, suj eira e coisas velhas, talvez a m orte.
– Não consigo ver nada. Está m uito escuro.
De repente um a luz se acendeu. Um a sala de estar foi ilum inada – dois sofás pequenos, poltronas, lum inárias de pé –, m as continuei sem ver ninguém .
Eu m e virei para encarar Tiger, que assom ava atrás de m im .
– Onde estão eles? – gritei. – Não tem ninguém aqui!
– Diga-m e o que você sabe – exigiu ele, num tom sério e form al. – O que aquela puta da Adanne lhe contou? O que sabe sobre o Delta? Diga.
Eu o encarei.
– Você trabalha para a CIA tam bém ? Eles queriam saber o que Adanne m e contou.
Ele soltou um a gargalhada.
– Trabalho para qualquer um que m e pague. Conte o que você sabe!
– Eu não sei nada! Não descobri nada na África. Se tivesse descoberto, não acha que eu contaria? Vi você m atar Adanne Tansi. É isso que sei, só o que vi com m eus próprios olhos.
Alguém veio andando de um corredor adj acente. Girei o corpo e deparei com Ian Flaherty ali, na fazenda.
– Duvido que ele saiba de algum a coisa. Pode m atá-lo – disse ele para Tiger. – Então ele poderá se j untar à sua fam ília. Vá em frente. Acabe logo com isso.
Um a expressão terrível atravessou m eu rosto.
– Então a CIA estava envolvida nisso desde o início?
Flaherty deu de om bros.
– Não, a agência não. Só eu. Mate-o agora. Acabe logo com isso.
Nesse instante outra voz ecoou na sala.
– Você vai m orrer antes, babaca.
Sam pson entrou em cena. O carro que eu estava dirigindo tinha um rastreador. John havia seguido o sinal até Mary land. E não estava sozinho.
– Vai ser um j ogo duro – falou Bree. Ela apareceu ao lado de Sam pson. – Você e Tiger vão m orrer tam bém . A m enos que com ecem a falar. Onde estão Nana e as crianças?
O pivete com a cam isa dos Houston Rockets arm ou seu fuzil. Bree disparou e o acertou na bochecha esquerda, em baixo do olho. Ele gritou e caiu no chão.
Tiger m ergulhou para trás, saindo pela porta.
– Estou desarm ado – disse Ian Flaherty, erguendo as duas m ãos no ar. – Não atire. Não sei o que aconteceu com sua fam ília. Não tive nada a ver com isso. Não atire.
Joguei m eu om bro com força contra o peito de Flaherty e saí correndo atrás de Tiger. Sam pson j ogou um a arm a para m im enquanto eu saía.
– Faça bom proveito! – gritou ele.