O dia da caça
capítulo 32
BEM, A INVESTIGAÇÃO DEFINITIVAMENTE TINHA dado um a guinada. Mas seria para o bem ou para o m al?
O voo de Washington para Frankfurt, Alem anha, estava quase lotado e incrivelm ente barulhento, o que era estranho para o prim eiro horário da m anhã. Passei algum tem po tentando adivinhar quem iria seguir até a África, m as logo voltei a m eus devaneios som brios.
Todos os eventos que haviam culm inado naquela viagem passavam pela m inha cabeça com o um longo rol de anotações sobre o caso, desde os tem pos em que eu estudava com Ellie na Georgetown até o consentim ento relutante de Nana naquela m anhã.
O presente de despedida de Nana, m uito apropriado, estava aberto no m eu colo. Era um exem plar das m em órias de Wole Soy inka.
Ela havia m arcado o livro com um a foto da fam ília – Jannie, Dam on e Ali, com o Pato Donald, na Disney, havia cerca de um ano – e sublinhado um trecho da página.
T’agba ba nde, a a ye ogun ja.
À medida que se aproxima da velhice, o homem deixa de travar batalhas.
Acho que esse era seu j eito de dar a últim a palavra. Só que, para m im , teve o efeito contrário. Eu estava m ais determ inado do que nunca a fazer aquela viagem valer a pena.
Por m ais que as chances estivessem contra m im , eu iria encontrar os assassinos da fam ília de Ellie. Precisava fazer isso. Eu era o Matador de Dragões.