O dia da caça

James Patterson · Capítulo 149 de 165

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O dia da caça

capítulo 147

 

ERA TUDO TÃO DESCONCERTANTE, TÃO incom preensível, tão errado de tantas form as.

Bree e eu passam os algum tem po trocando ideias, m as eu não conseguia m e concentrar. Meu raciocínio estava caótico dem ais; eu estava m uito perturbado e perdido. Não queria falar, não queria com er e não conseguia dorm ir. Não pude sequer m anter os olhos fechados a única vez que m e deitei no sofá da sala de estar. Pensei em sair para dar um a volta de carro, m as achei m elhor não, pelo m enos por enquanto.

– Vou correr um pouco – acabei dizendo para Bree. – Para clarear as ideias. Devo estar deixando passar algum a coisa.

– O.k., Alex. Eu estarei aqui. Boa corrida.

Com preendendo que eu queria ficar sozinho, ela não se ofereceu para ir j unto. Eu precisava de solidão para traçar um plano, para encontrar um a m aneira de dar sentido ao que havia acontecido.

Corri prim eiro pelas ruas conhecidas perto da m inha casa, depois por outras m ais distantes da Rua 5, pelas quais não m e lem brava de ter passado a pé antes.

Enfim pude m e concentrar um pouco m elhor e com ecei a pensar no que Adanne m e contara em Lagos. Será que seus segredos teriam causado tudo aquilo – a m orte de sua fam ília, seu próprio assassinato, o que quer que tivesse ocorrido a Nana, Ali e Jannie?

“Alex, eu sei de coisas terríveis”, dissera-m e ela. “Estou escrevendo um a m atéria sobre isso. Tenho que contar para alguém o que descobri.” Adanne tem ia que algo pudesse lhe acontecer.

Bem , algo havia acontecido.

Continuei a correr e percebi que estava ficando fisicam ente m ais forte, ou pelo m enos m e m ovendo m ais depressa. Com o o m undo podia ser cruel às vezes. Meu Deus. Esse nunca foi m eu m odo de ver as coisas. Eu não era assim . Até agora.

Não notei nada de diferente até um a van cinza parar j unto ao m eio-fio e as portas deslizantes se abrirem de repente. Três hom ens saltaram de dentro dela. Subitam ente, estavam todos em cim a de m im , m e derrubando no chão, em purrando m eu rosto contra a gram a e a terra do gram ado de alguém .

Então senti um a pontada na m inha coxa.

Um a agulha?

Três homens, não meninos. Não o bando de Tiger.

Quem então?

Quem estava me capturando agora?

O que eles queriam?