O dia da caça
capítulo 94
NA MANHÃ SEGUINTE, VOLTAMOS PARA Lagos, exaustos e com o coração pesado. Era óbvio que aquele tipo de loucura era frequente ali. Com o as pessoas suportavam ?
Adanne insistiu em que eu passasse alguns dias com sua fam ília.
– Qualquer coisa que você precisar, Alex. Quero pegar esse assassino tanto quanto você. Já escrevi m uito a respeito dele.
Adanne tinha seu próprio apartam ento na cidade, m as seguim os em seu carro para a casa dos pais dela, em um a parte da ilha Victoria – um lado daquela fascinante m etrópole que eu ainda não conhecia.
As ruas ali eram am plas e lim pas; nenhum a construção tinha m ais de dois andares. A m aioria das casas ficava atrás de m uros de estuque am arelos ou cor-de-rosa. Ainda assim , havia um arom a fam iliar de frutas e flores no ar.
Adanne parou diante de um portão e digitou um código.
– Alex – disse, antes de sairm os do carro –, prefiro poupar m eus pais do estresse e da preocupação. Falei para eles que estávam os em Abuj a. Eles estão com m edo de um a guerra civil.
– Está bem – concordei. – Eu estava com você em Abuj a.
– Obrigada. Você é m uito gentil – sussurrou ela bem perto do m eu ouvido. – Ah, lá estão eles. Vão achar que você é m eu novo nam orado. Mas vou esclarecer isso, não se preocupe.
Estavam todos saindo da garagem no m om ento em que passam os pela entrada de veículos. Eu ainda refletia sobre a ideia de ser o novo namorado de Adanne.
Dois m eninos gêm eos, adoráveis e sorridentes, usando uniform es de colégio com as gravatas desfeitas, apareceram . Eles se acotovelaram para serem os prim eiros a abrir a porta para Adanne.
Ela foi abraçada por todos e, em seguida, fui apresentado. Eu era um policial americano que a estava ajudando numa matéria muito importante. E não era seu novo nam orado. Em questão de segundos, Adanne fez todos rirem daquela ideia ridícula. Ha, ha, ha, que ótima comediante ela era.