O dia da caça

James Patterson · Capítulo 117 de 165

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O dia da caça

capítulo 115

 

ALGUMA COISA GRANDE E APARENTEMENTE perigosa estava acontecendo ali no consulado. Centenas de pessoas se aglom eravam diante dos portões. Na verdade, parecia haver duas m ultidões distintas. Metade estava enfileirada com o se esperasse para entrar. A outra m etade, do outro lado de um a barreira de concreto, fazia um a passeata contra os Estados Unidos.

Vi cartazes escritos à m ão que diziam : OS ESTADOS UNIDOS DEVEM PAGAR e O POVO DO DELTA É QUEM MANDA e FORA AMERICANOS.

Mesm o de longe, dava para notar que aquele era o tipo de situação que, a qualquer m om ento, poderia ficar feia ou violenta. Não esperei para ver.

Dobrei a esquina e, usando m eu om bro bom , com ecei a abrir cam inho pela m ultidão. As pessoas m e agarravam dos dois lados, ou porque eu estava furando fila, ou porque parecia am ericano. Os gritos que vinham da rua bloqueavam qualquer outro som ao m eu redor.

Um cara agarrou m inha cam isa, rasgando-a na parte de trás, até eu afastar seu braço com um soco.

Eu não m e im portava com a cam isa. Não m e im portava com m ais nada. Mais um a vez m e perguntei por que ainda estava vivo. Porque eles achavam que eu era da CIA? Porque eu tinha am igos em Washington? Ou talvez porque finalm ente acreditavam que eu era da polícia?

Consegui chegar ao portão principal. Parado ali, im undo e descalço, sem passaporte, disse ao fuzileiro naval de queixo duplo que veio m e encarar que m eu nom e era Alex Cross. Eu era um oficial de polícia am ericano e precisava falar com o em baixador im ediatam ente.

O fuzileiro não quis nem m e ouvir.

– Fui sequestrado. Sou um policial am ericano – insisti. – Acabo de testem unhar um assassinato.

– Pegue um a senha – m urm urou o fuzileiro com o canto da boca.