O dia da caça

James Patterson · Capítulo 15 de 165

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O dia da caça

capítulo 13

 

NÃO RESTAVA DÚVIDA DE QUE havia interesse federal nos casos. Eles eram altam ente instigantes e de abrangência internacional, portanto a CIA devia saber de algo. Dois agentes deles tinham aparecido na casa de Ellie na noite do crim e. A questão era: quanto eu conseguiria arrancar deles, se é que conseguiria arrancar algum a coisa?

Cobrei alguns favores de m inha época na agência e consegui um a reunião na sede deles, em Langley. O fato de não apenas aceitarem m e receber com o ainda terem dispensado o habitual protocolo de duas reuniões m e dizia que aquele não era um assunto de baixa prioridade para eles. Geralm ente a CIA botava você em contato com alguém que não podia aj udar em nada antes de conseguir chegar perto de alguém que realm ente pudesse colaborar.

Eles m e deram um a equipe inteira: Eric Dana, do Serviço Clandestino Nacional; dois analistas alm ofadinhas de cerca de 20 anos, que não falaram um a palavra durante todo o tem po que passei ali; e um rosto conhecido, Al Tunney, do Departam ento de Assuntos Transnacionais.

Alguns anos antes, Tunney e eu havíam os trabalhado j untos num caso envolvendo a m áfia russa. Eu esperava que ele fosse ficar do m eu lado, m as aquela era claram ente a reunião de Eric Dana, o caso dele. Nós nos sentam os a um a m esa de m adeira lustrosa com vista apenas para florestas e gram ados verdes. Pacífico, sereno, muito enganoso.

– Detetive Cross, por que não nos conta o que sabe até o m om ento? – perguntou Dana. – Isso nos aj udaria a quebrar o gelo.

Não om iti nada, pois não havia m otivo para isso. Eu os conduzi pelas três cenas de crim e – a casa da fam ília Cox, a calçada em frente à Masj id Al-Shura e, por fim , o depósito de lixo em Lorton.

Tam bém fiz circular algum as fotos, m antendo-as em ordem cronológica.

Então relatei tudo o que tinha descoberto ou ouvido falar sobre líderes de gangues na África, inclusive o que lera no m anuscrito de Ellie. Só então m encionei os agentes da CIA que haviam aparecido na cena do prim eiro crim e.

– Não vam os com entar sobre isso – falou Dana. – Não a esta altura.

– Não espero que vocês abram seus arquivos para m im – respondi. – Mas gostaria de saber se estão perseguindo algum assassino aqui no país. E, se estiverem , se têm algum a ideia de onde ele está.

Dana ouviu o que eu tinha para dizer, então guardou um a pilha de papéis de volta em um a pasta de arquivo e se levantou.

– O.k. Obrigado, detetive Cross. Você foi de grande aj uda. Darem os m ais inform ações assim que possível. Deixe-nos fazer nosso trabalho por alguns dias.

Não era a resposta que eu queria.

– Espere um instante, do que você está falando? Me dê m ais inform ações agora.

Não era um bom m om ento para isso. Dana olhou para os seus analistas com um a expressão que dizia: Ninguém explicou as coisas a esse cara?

Então tornou a olhar para m im , sem perder a com postura.

– Acho que entendo sua pressa, deteti...

– Não, acho que você não entende – interrom pi. Olhei para Al Tunney, que se m exia desconfortavelm ente em sua cadeira. – Al, esta é um a decisão coletiva?

Os olhos de Tunney se m oviam rapidam ente entre m im e Dana, com o um a bola de tênis.

– Ninguém decidiu nada, Alex. Só não podem os entregar inform ações tão rápido assim – disse ele por fim . – Não é desse m odo que trabalham os. Você sabia disso quando veio aqui.

– Não podem ou não vão fazer isso? – perguntei, olhando prim eiro para Tunney e depois para Dana.

– Não vam os – falou Dana. – E a decisão é m inha, de m ais ninguém . Você não faz ideia do estrago pelo qual esse hom em e sua equipe são responsáveis.

Eu m e debrucei sobre a m esa.

– Mais um m otivo para deixarm os de lado qualquer disputa entre organizações, não acha? Estam os aqui pelo m esm o m otivo – argum entei.

Dana parou diante da m esa.

– Entrarem os em contato assim que possível – falou, deixando a sala em seguida. Típico de um agente da CIA.