O dia da caça
capítulo 149
EU ESTAVA FALANDO COM JANNINE. Eu a abraçava, m aravilhado por ela estar bem .
– Onde está Ali? E Nana? – perguntei com um sussurro entusiasm ado. – Você está bem , querida?
De repente, recobrei os sentidos e percebi que estava dorm indo em pé. Jannie não estava ali.
Só eu.
Tinha a sensação de que aquele era o segundo dia de cativeiro. Ou talvez o terceiro. Então fui surpreendido por alguém erguendo o capuz até o m eu nariz, ainda m antendo m eus olhos na escuridão.
– O que foi? – m urm urei. – Quem é você?
Ao falar, percebi com o m eus lábios e m inha boca estavam secos.
Deram -m e água, que escorria de algum lugar, talvez de um a garrafa, descendo pela m inha garganta e por todo m eu rosto.
– Não sej a guloso – falou alguém com um a risada sarcástica. Um sequestrador com um senso de hum or cruel. – Com a isto! Cuidado para não engasgar.
Ele m e deu três bolachas, um a após outra. Não engasguei, m as tive m edo de vom itá-las com a m esm a rapidez com que as com era.
– Água? – pedi. – Mais água, por favor?
Minha garganta estava se fechando de novo.
Depois de um a longa pausa, a garrafa foi levada novam ente aos m eus lábios. Eu bebi com sofreguidão outra vez.
– Rápido dem ais – falou alguém . – Você vai ter cãibras. Não quero que fique desconfortável.
Então fui em purrado de volta para m inha posição.
Contra a parede.