O dia da caça

James Patterson · Capítulo 158 de 165

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O dia da caça

capítulo 156

 

O BOM HUMOR FOI QUEBRADO POR Steven Millard.

– Detetive Cross, posso falar com o senhor um instante? Assim que possível, claro – pediu ele.

Saí com Millard, que eu supunha ser o agente da CIA de m ais alto escalão ali. Ele era o chefe do grupo, certo? Havia quatro veículos da Agência estacionados em frente à casa. Três agentes, entre eles duas m ulheres, estavam parados na calçada. Eu m e perguntei se tinham sido escolhidos para tornar as coisas m ais fáceis para m inha fam ília quando ela fosse trazida de volta.

– Onde eles estavam ? Onde os encontraram ? – perguntei. – Quem os sequestrou?

Ele andava com as costas eretas e calculei que devia ter sido m ilitar antes de entrar para a CIA. Parecia m uito seguro de si, autoconfiante e bastante certo do seu papel ali. Então era isso? Quem era Steven Millard? Qual era o papel dele?

– Conform e eu havia lhe falado, detetive, nós som os os m ocinhos... ainda som os os m ocinhos. A m aioria de nós está tentando fazer um bom trabalho e aj udar a m anter este país seguro... Ian Flaherty, não. Ele nos vendeu, possivelm ente m ais de um a vez. A últim a foi para os chineses. Talvez para um a laranj a podre no cesto deles.

– Minha fam ília – falei, para lem brar a Millard m inha pergunta.

– Mantivem os Flaherty sob vigilância desde que ele chegou a Washington. Acredite. Ele nos levou à sua fam ília. Não sei se eles teriam sido libertados ou não. Alguns m ercenários, que trabalhavam para Flaherty, estavam com eles. Flaherty estava trabalhando para os chineses. Sua fam ília foi interrogada, m as estava lá m ais com o um a espécie de garantia. Flaherty tem ia que o senhor tivesse descoberto algo a respeito dele em Lagos.

Balancei a cabeça.

– Suborno se tornou um estilo de vida na Nigéria. Adanne Tansi sabia que os chineses estavam envolvidos com o com ércio de petróleo no Delta. Milhares de nigerianos estão sendo assassinados lá, com o o senhor deve saber.

– Sim , nós sabem os – disse Millard.

– E sabiam que a guerra civil estava prestes a estourar, m as não fizeram nada para im pedi-la.

– Não podíam os fazer nada. Não precisam os de outro Iraque, precisam os?

Eu o encarei.

– Onde está Flaherty agora?

– Nós estam os com ele – respondeu Millard sem titubear. – Ele está sendo interrogado. Em algum m om ento, irá falar. Sabem os que o Sr. Sowande, o seu Tiger, trabalhava para ele.

– Isso é tudo o que pode m e dizer?

Millard balançou a cabeça.

– Não. Posso lhe dizer o seguinte: volte para a sua fam ília, detetive Cross. Ela é especial. O senhor passou m uito tem po longe dela.

Assenti. Ele não iria abrir o j ogo com igo, então não havia m ais nada a ser dito. Dei m eia-volta e m e dirigi para m inha casa.

Ele tinha razão quanto a um a coisa: minha família era especial.

Eles estavam esperando por m im na varanda e, enquanto eu m e aproxim ava, outro sedã preto estacionou em frente à casa. Dam on saiu de dentro dele e olhou na m inha direção. Ele m eio acenou, m eio prestou continência.

Mas então saiu correndo e eu fiz o m esm o.

A fam ília Cross estava reunida. Talvez isso fosse a única coisa que im portava.