O dia da caça

James Patterson · Capítulo 107 de 165

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O dia da caça

capítulo 105

 

– ADANNE, ME ESCUTE! – FALEI enquanto a puxava de volta. – Não estam os seguros aqui. Tem os que ir em bora agora m esm o. Aquele hom em , o policial, quase m e m atou no hotel.

Ela assentiu e pareceu entender, e com eçam os a andar em silêncio. Eu a conduzi pelo quarteirão até seu carro e a sentei no banco do carona.

– Tem os que ir.

Quando m e sentei atrás do volante, vi o com andante pelo retrovisor. Ele atravessou a confusão de veículos de em ergência em frente à casa. Então com eçou a correr na nossa direção. Dois outros hom ens o acom panharam . Achei ter reconhecido um deles com o o segundo agente que tinha aparecido no m eu quarto de hotel e tentado m e tirar do país.

– Adanne, coloque o cinto de segurança! Tem os que sair daqui. Agora!

Engatei a ré e olhei por cim a do om bro. O cruzam ento atrás de m im estava m uito m ovim entado, m as eu não podia esperar o tráfego dim inuir.

Então m udei de ideia.

Troquei a m archa e parti direto para cim a dos policiais. Com ecei a buzinar, esm urrando o volante várias vezes.

O carro de Adanne era apenas um pequeno Ford Escort, m as peguei aqueles hom ens desprevenidos. Pisei fundo e segui reto, sem desviar. O “com andante” não saiu do lugar.

No últim o segundo, pisei fundo no freio, m as ainda assim o atingi. Seus olhos se arregalaram de m edo, provavelm ente com o os m eus, quando estava pendurado na j anela do hotel.

Engatei bruscam ente a m archa a ré. O com andante levou um dos lim padores de para-brisa j unto com ele quando saiu voando de cim a do capô e caiu rolando na rua.

Voltei até a esquina de ré e girei totalm ente o volante, para virar o carro de frente. Ouvi um a buzina quando um a cam inhonete Audi bateu no nosso carro, quase arrancando o para-choque traseiro.

Escolhi um a direção ao acaso e forcei os quatro cilindros daquele m otor a m e darem tudo o que podiam .

– Para onde estam os indo? – perguntou Adanne, endireitando-se um pouco no seu banco, quase com o se estivesse saindo de um transe.

– Para a cidade – respondi.

Se Lagos tinha algo de bom a oferecer, eram as m ultidões nas quais poderíam os desaparecer.