O dia da caça
capítulo 25
– ALEX, VOCÊ ESTÁ INDO LONGE dem ais – disse Bree.
– Eu sei. É o que eu faço. É o que sem pre fiz.
Mais tarde naquela noite, Bree e eu fom os dar um a volta de carro pela cidade. Gosto de dirigir tarde da noite, quando o tráfego dim inui e 100, até 110 quilôm etros por hora, não é um a velocidade perigosa na m aioria das avenidas. Quando voltam os à Rua 5, eu j á m e sentia m elhor, m as Bree ainda estava nervosa. Ficou andando de um lado para outro no quarto. Nunca a vira tão agitada e insegura.
– Sabe, o problem a é que sem pre estive do outro lado nesse tipo de discussão. Sem pre era eu que tentava convencer a outra pessoa. Nunca fui quem se recusava a aceitar o que eu ouvia. Desta vez você passou dos lim ites, Alex. Que ideia é essa? Perseguir o assassino até a África? Mesm o nestas circunstâncias é... nem sei com o cham ar um a coisa dessas.
Tentei falar, m as ela prosseguiu:
– E sabe por que não engulo seus argum entos, Alex? Porque às vezes, quando estava na sua posição, eu m entia. Nem sei quantas vezes disse à m inha fam ília que eles não tinham com que se preocupar, que eu estaria em segurança, quando na verdade eu não fazia a m enor ideia. Você não tem a m enor ideia do que vai encontrar na África.
– Tem razão – concordei e não só para que ela parasse de andar. – Não vou tentar enganar você, Bree. Mas posso garantir que não vou fazer nenhum a idiotice enquanto estiver lá.
Cerca de oito horas haviam se passado desde que eu confrontara Eric Dana e em seguida conversara com Tunney. Ele chegou até a m e passar o contato de um agente da CIA baseado na Nigéria – e logo depois m e pediu que nunca m ais o procurasse.
Eu tinha m ilhas de viagem , então as passagens não eram problem a. Tam bém tinha férias acum uladas. Agora só precisava convencer duas das m ulheres m ais fortes que conhecia de que aquilo fazia sentido – Bree hoje à noite, Nana Mama amanhã.
O clim a entre m im e Bree nunca tinha ficado tão pesado.
– O que exatam ente você espera conseguir lá? – perguntou ela.
– No fim das contas? Usar o contato de Tunney para conseguir algum a cooperação local. Então, se possível, m eter o assassino na cadeia. Posso pegar esse cara, Bree. Ele é arrogante, acha que nunca vai ser capturado. Esse é o ponto fraco dele.
– Ky le Craig foi condenado à prisão perpétua, diversas vezes. Não é garantia nenhum a, Alex. Isso se você conseguir pegá-lo.
Eu m e perm iti um sorriso tím ido.
– E m esm o assim continuam os fazendo nosso trabalho, não é? Continuam os tentando pegar esses assassinos.
Por fim , estendi o braço e peguei sua m ão. Então a puxei para que se sentasse ao m eu lado na cam a.
– Tenho que ir, Bree. Ele j á m atou m ais gente em Washington do que qualquer outro crim inoso que eu tenha visto. Em algum m om ento vai voltar e com eçar tudo de novo.
– E ele m atou sua am iga.
– É, ele m atou m inha am iga. Matou Ellie Cox e toda a sua família.
Bree encolheu os om bros.
– Então vá. Vá para a África, Alex.
Ficam os abraçados por um bom tem po, o que m e fez lem brar novam ente dos m otivos pelos quais eu a am ava. E, talvez, dos m otivos para eu fugir dela agora.