O dia da caça

James Patterson · Capítulo 110 de 165

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O dia da caça

capítulo 108

 

POLICIAIS COM UNIFORMES AZUIS APARECERAM correndo dos dois lados do nosso carro. Quando abriram as portas e nos agarraram , Adanne não ofereceu resistência. Eu lhes dei m uito m ais trabalho.

Quando enfim fui arrancado do banco da frente, saí girando o braço direito e acertei um soco no queixo de alguém . A sensação foi ótim a.

Então dois deles m e atiraram com força no chão, o que j á não foi tão bom .

Meu om bro estalou. Por reflexo, j oguei o braço para cim a e um a onda de dor m e invadiu enquanto eu sentia a articulação se encaixar de volta no lugar. Mas eu não sabia se conseguiria m over m eu braço novam ente. Com o iria lutar contra eles agora?

Os gritos dos policiais vinham de todos os lados, pelo m enos quatro deles berrando num a confusão de idiom as que eu não conseguia entender.

Um deles sacou o revólver e deu um tiro para o alto, para se fazer entender com toda a clareza.

Adanne tam bém estava gritando.

– Eu sou do Guardian! Sou repórter! Im prensa!

Por debaixo do carro, eu conseguia vê-la deitada do outro lado, com o rosto no chão. Pares de sapatos pretos andavam de um lado para outro ao seu redor. Então um a pistola foi apontada para a sua cabeça.

No entanto, isso não a im pediu de continuar gritando.

– Adanne Tansi! Sou do Guardian!

Ela repetia essas palavras sem parar, não só para eles, m as para qualquer pessoa que pudesse ouvi-la. Já havíam os parado o tráfego dos dois lados da rua.

Com algum a sorte, Adanne tinha acabado de passar de suspeita anônim a para figura conhecida. Foi um a boa j ogada, especialm ente levando-se em conta seu estado m ental depois do que acontecera na casa de seus pais.

Vi dois dos policiais parados ao m eu lado se entreolharem . Um deles se abaixou para puxar m inhas m ãos para trás e m e algem ar. Quando fez isso, tive a sensação de que m eu om bro estava sendo partido em dois.

Então fui esm urrado e chutado na base das costas. Tudo estava ficando nebuloso e surreal m uito depressa. Eu não podia m e dar ao luxo de desm aiar.

– Alex! – Ouvi a voz de Adanne cham ar outra vez. – Alex! Estou aqui! Alex!

Virei a cabeça para procurá-la. A sola de um sapato desceu sobre m inha bochecha e m inha têm pora, m as consegui ver Adanne assim m esm o. Estava sendo levada em bora pela polícia. Eles passaram por um a viatura com um e foram até um sedã preto sem identificação.

Para onde estavam indo?

– Ela é do Guardian! – gritei. – Ela é do Guardian! É da im prensa!

Adanne chutava o ar e se contorcia, enquanto eu tentava m e livrar dos dois policiais que m e seguravam por trás.

Porém , era tarde dem ais e não havia m uita coisa que pudéssem os fazer. Adanne ainda estava gritando quando eles a enfiaram no sedã preto, fecharam a porta com força e saíram às pressas.