O dia da caça

James Patterson · Capítulo 121 de 165

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O dia da caça

capítulo 119

 

OS DOIS FUZILEIROS NAVAIS FORAM bastante educados e respeitosos, m as tam bém m uito diligentes, ao m e escoltarem até o vestiário do segundo subsolo.

O local tinha arm ários de m adeira altos e um carpete desbotado, um a sauna azulej ada com banheira de hidrom assagem e um a pequena área de duchas. Conform e prom etido, recebi um a toalha lim pa.

Um dos fuzileiros perguntou o tam anho das m inhas roupas e dos sapatos e depois saiu. O outro m e disse que eu tinha cerca de 10 m inutos para tom ar banho e m e vestir, portanto era m elhor com eçar logo. Os dois eram negros, o que provavelm ente não era nenhum a coincidência.

Havia quatro boxes e, em frente a cada um deles, um cubículo acortinado para trocar de roupa. Fiquei parado dentro do últim o boxe, com a cabeça a m il, enquanto m eu tem po no país se esgotava.

O que eu podia fazer? Não havia j anelas no vestiário e som ente um a saída. Abri o chuveiro, só para fingir que estava fazendo algum a coisa.

Entrei debaixo d’água e a deixei cair sobre m inha cabeça.

De repente, m eu corpo inteiro estava trem endo. Eu m e lem brava de Adanne, m as aquilo precisava parar, pelo m enos por enquanto.

Um m inuto depois, ouvi alguém se m over do lado de fora. Um a cortina se abriu e se fechou. Um dos outros chuveiros foi aberto.

Alguém cantarolava um a balada de Jam es Blunt que não parava de tocar nas rádios.

Tirei os restos da m inha cam isa. Tornei a enfiar a cabeça debaixo do chuveiro e então saí novam ente, respingando água no chão.

– Ei, pode m e arranj ar outra toalha? – perguntei ao guarda.

Eu tinha notado que havia um a pilha delas à entrada.

– Por que o senhor precisa de duas? – perguntou ele, enfiando a cabeça dentro do boxe.

– Você está brincando? Viu com o eu estava. E sentiu m eu cheiro.

Ele balançou a cabeça, m as foi pegar a segunda toalha.

– Obrigado – falei.

Passei im ediatam ente para o outro cubículo, segurando as argolas da cortina para que não fizessem barulho.

Quem quer que estivesse tom ando banho ao m eu lado tinha pendurado suas roupas em um gancho ali dentro.

Vasculhei os bolsos da calça e encontrei exatam ente o que estava buscando: um celular.

Segundos depois, eu estava de volta ao m eu próprio boxe e logo em seguida o fuzileiro pendurou um a toalha branca por sobre a barra da cortina.

– É m elhor se apressar – disse ele do lado de fora.

Girei com pletam ente a torneira, a água fazendo o m áxim o de barulho possível.

Então disquei o núm ero de Flaherty.

Ele m esm o atendeu.