O dia da caça

James Patterson · Capítulo 74 de 165

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O dia da caça

capítulo 72

 

ERA DIFÍCIL PREVER OU ENTENDER com o foi possível, m as m inha situação em Lagos conseguiu piorar na hora seguinte. Os funcionários da recepção do Superior insistiam em dizer que eu tinha “feito o check out” e que não havia quartos disponíveis, o que, claro, era m entira.

Telefonei para m eia dúzia de hotéis e ouvi a m esm a resposta de todos eles: cartão de crédito recusado. Parecia que os dois grandalhões que haviam m e expulsado do Superior eram m esm o representantes do Estado, sej a lá o que isso significasse em Lagos.

Tentei falar com Flaherty várias vezes e deixei duas m ensagens de voz, m as não tive m ais notícias do agente da CIA.

Então, fiz a única coisa em que consegui pensar. Arranj ei um m otorista e pedi que ele m e levasse até o Mercado Oshodi. Se não conseguia achar Flaherty, procuraria seu valioso inform ante. Estava ficando sem opções.

Sabia que estava no m eio de algum a coisa ruim – m as o quê? Por que todos m e queriam fora daquele país? O que isso tinha a ver com o assassinato de Ellie Cox?

Levei m ais de um a hora para chegar ao m ercado e outros 50 m inutos andando e pedindo inform ações para encontrar a barraca de tapetes que procurava.

Não era Tokunbo que estava lá, e sim um hom em de m eia-idade, cego de um olho. Seu inglês era ruim . Ele assentiu ao ouvir o nom e de Tokunbo – eu estava na barraca certa –, m as então m e enxotou para atender um cliente.

Eu não podia m e dar ao luxo de ficar por ali, esperando um m ilagre, então resolvi evitar m ais prej uízos e voltei para o carro. O único Plano C que m e vinha à m ente era ir ao consulado dos Estados Unidos.

Mas então, enquanto nos arrastávam os pelo tráfego pesado a cam inho da ilha Victoria, pensei em outra coisa. Um Plano D.

– Pode parar, por favor?

O m otorista parou no acostam ento, atrás da um a velha Ford Ranger queim ada. Pedi que ele abrisse o porta-m alas, dei a volta e peguei m inha bolsa.

Revirei-a, procurando a calça que havia usado no m eu prim eiro dia ali. Já tinha j ogado a cam isa fora, m as estava quase certo de que...

Sim , lá estava a calça, fedida e m anchada de sangue do período em que eu ficara preso.

Vasculhei os bolsos da frente, m as os dois estavam vazios.

Quando conferi os de trás, encontrei o que estava procurando. Eles tinham m e tom ado quase tudo em Kirikiri, m as deixaram passar um a coisa: o cartão do padre Bombata.

Virei-m e para o m otorista, que m e esperava com im paciência, com m etade do corpo para fora do carro.

– Quanto você quer para m e deixar usar seu celular? – perguntei.